Política

Angola enaltece resposta do CDC à covid-19

A secretária de Estado das Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, afirmou esta quinta-feira, em Addis Abeba (Etiópia), que Angola se congratula-se e louva o trabalho desenvolvido pelo Centro Africano para Prevenção e Controlo de Doenças (CDC), especialmente na assistência prestada aos Estados membros na resposta à pandemia da Covid-19.

14/10/2021  Última atualização 22H29
© Fotografia por: CEDIDA

A chefe da delegação angolana na 39ª sessão do Conselho Executivo da União Africana reconheceu a liderança do CDC na resposta à pandemia e a importância estratégica do seu papel no tratamento de futuros surtos.

Defendeu a operacionalização completa e atempada do centro e apoiou o reforço da capacidade jurídica, permitindo que esta instituição possa identificar precocemente os surtos de doença, caracterizar rapidamente a natureza, determinar o potencial risco ao continente e contribuir para resposta harmonizada e coordenada com outros sectores fora da saúde.

Exprimiu a satisfação pela realização presencial do evento da União Africana nesta conjuntura difícil, em que perpassa o mundo, decorrente da pandemia da Covid-19 e suas consequências sanitárias, sociais, económicas e financeiras.

Esmeralda Mendonça destacou o trabalho do Comité dos Representantes Permanentes (COREP) sobre a proposta de orçamento para 2022, tendo apoiado as conclusões do relatório da 42ª sessão ordinária, recém-realizada.

Manifestou-se preocupada em relação à extensão recorrente do mandato do Comité dos Dez Peritos para o Recrutamento (R10), devido às implicações financeiras e sugeriu que o órgão termine o seu trabalho em Julho de 2022.

Quanto ao tema da União Africana para o próximo ano, ligado à nutrição e segurança alimentar, a secretária de Estado das Relações Exteriores disse que se trata de uma problemática que "convida à reflexão sobre como obter resultados práticos, conducentes à criação de melhores condições de vida, para as populações”.

Sublinhou que a má nutrição é um dos grandes desafios que a África enfrenta, agudizado pela Covid-19, e que tem afectado as camadas mais vulneráveis da população, composta maioritariamente por mulheres, crianças e jovens, representando um risco sério ao futuro do continente.

"Neste sentido, é importante a implementação das recomendações do programa global, para o desenvolvimento da agricultura em África e a Declaração de Malabo, para reforçar os programas de produção agrícola e de segurança alimentar”, reforçou Esmeralda Mendonça.

Acrescentou que a implementação das actividades do tema de 2022 deve continuar para além da periodicidade habitual de um ano, dada a relevância estratégica para o desenvolvimento rural e segurança alimentar no continente.

Esmeralda Mendonça concluiu que é necessário e adequado que o Departamento de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Meio Ambiente Sustentável, cuja comissária é a angolana Josefa Sacko, desempenhe um papel de liderança nesse processo, mobilizando vontades e recursos para consecução dos objectivos.

A 39ª sessão do Conselho Executivo da UA encerra sexta-feira (15), dia em que se aguarda pela intervenção final da secretária de Estado das Relações Exteriores e chefe da delegação angolana composta pelo embaixador na Etiópia e representante junto da União Africana, Francisco da Cruz, e demais funcionários diplomáticos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política