Política

Angola e Zâmbia abordam construção de oleoduto

O Governo zambiano afirmou, esta quarta-feira (24), ser de absoluta prioridade a retoma das discussões técnicas com Angola, com o objectivo do estabelecimento de um acordo definitivo que viabilize a construção de um oleoduto entre os dois países.

24/11/2021  Última atualização 23H06
© Fotografia por: CEDIDA

Na audiência da manhã de hoje ao embaixador de Angola, naquele país, o ministro da Energia da Zâmbia, Chibwe Capala, expressou a intenção do seu Governo em trabalhar "intensamente”, para que a ideia do "canal” seja uma realidade.

Chibwe Capala disse a Azevedo Francisco que, ainda esta semana, voltaria a sentar-se com o diplomata angolano, desta feita, com a presença dos operadores privados, seleccionados pelo  Governo zambiano, no quadro da estratégia para a construção do oleoduto.

A construção de um canal subterrâneo, que transporte combustível e gás de Angola para a Zâmbia, no curto prazo, é a grande esperança do país vizinho em equilibrar os preços destes dois itens fundamentais da sua economia.

Por outro lado, os analistas locais referem-se à necessidade de uma maior partilha de informação à volta do projecto, para que outros intervenientes entrem no processo e permita um melhor acompanhamento público.

As missões de ambos os lados já cruzaram a fronteira, várias vezes, tendo como propósito abordar a questão do oleoduto, um assunto considerado bastante reservado, por observadores zambianos. O orçamento preliminar para a construção do oleoduto está estimado em cinco mil milhões de dólares norte-americanos e o canal tem como ponto de origem o Porto do Lobito.

Para muitos especialistas na matéria, este montante representa apenas uma cifra indicativa, uma vez que os estudos técnicos definitivos não foram, ainda, concluídos. A Zâmbia compra os seus  derivados de petróleo, como combustíveis e gás, em mercados asiáticos, nomeadamente, o da Arábia Saudita.

"O primeiro impacto do oleoduto será a redução dos custos destes produtos no mercado zambiano e isso interessa a todos nós”, referiu.

Na audiência, o embaixador Azevedo Francisco expôs o ponto de situação da implementação dos vários acordos oficiais rubricados entre os dois países, no sector da Energia. 

Além de apelar à materialização dos acordos, o diplomata enfatizou o interesse de Angola em ver concretizada a ideia do "canal”, devendo ser marcada, para breve, uma reunião do grupo técnico, para relançar as negociações.

Angola e Zâmbia querem, igualmente, interconectar as redes eléctricas das regiões Leste e Oeste. O negócio envolve o fornecimento de energia eléctrica da Zâmbia para Angola, numa altura em que, de acordo com o ministro de Energia da Zâmbia, o seu país está a produzir energia, além da sua capacidade de consumo.

A Smart Energy é uma empresa de direito zambiano, que opera com capital e tecnologia alemãs. O grupo lidera o projecto que visa electrificar vastas regiões do Leste de Angola.

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