Economia

Angola e União Europeia reforçam Acordo de Investimentos

O Governo angolano e a União Europeia vão continuar a trabalhar para acelerar a implementação do Acordo de Facilitação de Investimento Sustentáveis (SIFA), assinado em Novembro de 2023.

21/06/2024  Última atualização 12H50
Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme © Fotografia por: DR

Para o reforço do acordo, o ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, recebeu em audiência, na terça-feira, em Luanda, uma delegação da União Europeia, chefiada pelo director para África, da Direcção-Geral de Parcerias Internacionais, Hans Stausboll.

No encontro, o ministro Victor Hugo Guilherme manifestou o interesse de Angola em continuar a receber o apoio da União Europeia na implementação dos projectos estruturantes no quadro do investimento público, mas também para o sector privado, para alavancar o desenvolvimento do país.

"Os sectores da Agricultura, Pescas, armazenamento, comercialização e sobretudo da Indústria Transformadora são os vectores que oferecem oportunidades de investimento na economia", disse Victor Hugo Guilherme.

Segundo o responsável, a produção primária está a aumentar por causa dos vários apoios governamentais que se tem dado aos empresários, "mas há ainda o desafio do seu escoamento e transformação, ainda que seja através da instalação de pequenas fábricas com tecnologia acessível à população", justificou o governante angolano.

Na audiência, Victor Hugo Guilherme adiantou que o Ministério dos Transportes já iniciou os trabalhos para que no próximo ano possa ser lançado o Concurso Público para o desenvolvimento do Corredor Sul, que parte do Porto de Moçâmedes para a Namíbia com um ramal que liga ao Porto de Welvis Bay e outro para a região de Caprive e à Zâmbia.

Aposta no sector privado

O chefe da delegação da União Europeia, Hans Stausboll, reafirmou que as relações com Angola têm sido profundas e longas, "mas estamos ansiosos para aprofundar ainda mais a nossa colaboração.  Por isso, estamos a alinhar as áreas de actuação, incluindo as energias limpas e o desenvolvimento de competências para o capital humano”.

Hans Stausboll disse, também, que a União Europeia quer prestar atenção ao sector privado, pela estratégia Global Gateway, através das instituições financeiras, entre as quais, o Banco Europeu de Investimentos (BEI).

No encontro, as partes concordaram ainda que o Corredor do Lobito é muito mais do que um transporte de recursos minerais, sendo também de logística, de transformação e de apoio à cadeia de valor do sector agrícola, além de servir como para a mobilidade das pessoas e a integração regional.

Por seu turno, a chefe-adjunta de Cooperação da Delegação da União Europeia, Isabel Emerson, disse que já está na forja o programa de formação técnico-profissional no Corredor do Lobito para impulsionar o sector privado e dinamizar a Plataforma Logística da Caála.

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