Opinião

Angola e Turquia relançam laços

O Presidente da República, João Lourenço, encontra-se na Turquia, para uma visita de Estado, a convite do Chefe de Estado daquele país, Recep Tayip Erdogan, numa altura em que os dois países, com relações políticas, diplomáticas e económicas que datam desde há cerca de 40 anos, pretendem relançar os laços.

27/07/2021  Última atualização 08H05
Como aconselha o ditado popular "mais vale tarde que nunca", razão pela qual importa aproveitar agora a ocasião que vai ser cimentada pelos Chefes de Estado, a começar pelo encontro oficial que sucede hoje entre João Lourenço e Recep Erdogan. 

Ligados por vários acordos que, seguramente, conhecerão reforço e assinatura de novos outros em áreas de interesse comum, Angola e Turquia são, na verdade, dois países que têm muito em comum para explorar e partilhar.

A perspectiva de assinatura de novos acordos e, mais importante, a possibilidade avançada da ligação aérea entre as duas capitais, Luanda e Ankara, constituirá um ganho significativo para os dois países, as economias e os povos.

Têm razão as vozes, sobretudo empresariais, que em Angola, mas seguramente também do lado turco, advogam a necessidade do estabelecimento de uma câmara de comércio entre os dois países. Acreditamos que esta perspectiva vai, eventualmente, ficar melhor sedimentada com o fórum empresarial que será brindada à delegação angolana, hoje, conforme o programa da visita oficial.

Na Turquia, os empresários angolanos poderão encontrar oportunidades económicas e comerciais que, de resto e em certa medida, têm já sido aproveitadas pelos homens e mulheres de negócios, responsáveis pela presença de produtos turcos no mercado angolano. Essa presença, que se quer recíproca, contínua e reforçada, acreditamos nós, vai melhor ser estruturada com a visita do Chefe de Estado e todos os actos oficiais ligados a ela, em que irão intervir membros de ambas as delegações.

Ambos os países, nos últimos anos realizaram importantes reformas económicas, envolvendo a melhoria do ambiente de negócios, que os colocam hoje em posição privilegiada para o relançamento da cooperação nas áreas de interesse mútuo.

Angola fez, nos últimos anos, fez e continua a fazer todo o esforço necessário para dotar a economia dos instrumentos vitais para a sua competitividade, captação de investimentos, crescimento sustentável e melhoria da vida das famílias.

A liberalização da economia iniciada na década de 1980 mudou completamente o panorama económico turco, com períodos de crescimento notável.
Ambos os países possuem uma larga área costeira e, obviamente, esta ligação ao mar apresenta desafios para a cooperação no vasto domínio ligado à chamada "economia azul". A agricultura, a indústria, os transportes, a banca, entre outros sectores, são áreas que muito podem interessar aos dois países e levar ambos a caminharem de mãos dadas.

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