Economia

Angola e Reino Unido dinamizam as trocas

Hélder Jeremias

Jornalista

O embaixador do Reino Unido em Angola, Roger Stringer, prevê um crescimento assinalável das trocas comerciais entre os dois países, mercê dos indicadores de reanimação da actividade económica dos efeitos da pandemia da Covid-19, que, depois de 2020, levaram à desaceleração do comércio bilateral antes situado em mais de 900 milhões de dólares por ano.

30/06/2022  Última atualização 08H30
© Fotografia por: DR

O diplomata avançou esta projecção à imprensa, ontem, em Luanda, considerando que uma linha de crédito de mil milhões de libras, colocada por instituições financeiras britânicas junto de congéneres angolanas, pode vitalizar o comércio bilateral.

De acordo com o diplomata, a Embaixada do Reino Unido está a efectuar contactos regulares com o Ministério das Finanças e outros organismos institucionais angolanos com vista a identificar os projectos para o financiamento.

"A pandemia da Covid-19 foi um período muito difícil para Angola e o Reino Unido, de modo que estamos a recomeçar um novo  ciclo no sentido de dar a dinâmica necessária para o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países, com base num programa que visa desenvolver várias áreas do sector económico, incluindo os minerais, comércio, energias sustentáveis e infra-estruturas", disse Roger Stringer.

O embaixador adiantou que a representação diplomática do seu país tem-se deparado com um número crescente de empresas inglesas ansiosas em abrir negócios em Angola, numa altura em que "também contamos várias empresas angolanas com negócios no Reino Unido, além da existência de uma diáspora angolana importante no nosso país, com significativo contributo do ponto de vista comercial e cultural”.

As declarações foram proferidas por Roger Stringer à margem  da cerimónia de entrega de um total de 10 milhões de kwanzas às Organizações Não Governamentais (ONG)The Halo Trust, Ecoangola e Change 1'S Life, pela Câmara de Comércio Angola-Reino Unido,  onde preferiu não avançar novos dados sobre as trocas porque, disse, a rápida evolução não permite fixar um valor taxativo.

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