Política

Angola e Portugal relançam cooperação na área militar

Garrido Fragoso

Angola e Portugal reforçaram, quarta-feira(15), em Luanda, os mecanismos para relançar a cooperação militar nos domínios da formação, Saúde e demais sectores necessários para fortalecer o "extraordinário relacionamento bilateral” entre as Forças Armadas dos dois países, na sequência das orientações políticas de ambos Governos.

16/06/2022  Última atualização 08H50
Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernestro dos Santos © Fotografia por: Edições Novembro

Delegações militares dos dois países, comandadas pelos chefes dos Estados Maiores Generais, general Egídio de Sousa Santos (Angola), e almirante António Ribeiro (Portugal),   avaliaram os resultados da cooperação alcançados até ao momento e estabeleceram objectivos "mais ambiciosos" para o futuro.

No quadro bilateral, os ministros angolano e português da Defesa rubricaram, ontem, em Lisboa, o Programa-Quadro da cooperação no domínio da Defesa entre os dois Estados.

"Cabe-nos agora materializar estes acordos no terreno,  com acções concretas, bem como  aprofundar e identificar um conjunto de linhas de acção que permitam concretizar os objectivos", declarou à imprensa o almirante António Ribeiro, no final das conversações oficiais entre as delegações militares dos dois países, que decorreram nas instalações do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria.   

António Ribeiro considerou "extraordinária" a cooperação militar bilateral, realçando que ao nível da formação abrange os aspectos operacionais de planeamento, programação e ciberdefesa, além do sector da Saúde, com as áreas de vigilância, fiscalização e salvamento marítimo.

 

Pirataria no Golfo da Guiné

O mesmo responsável disse que, no quadro da luta contra o terrorismo e pirataria no Golfo da Guiné, Portugal tem estacionado um navio patrulha em São Tomé e Príncipe que, em colaboração com a guarda costeira do arquipélago, combatem os "perversos fenómenos" na região.

Quanto à vigilância e fiscalização  das águas internacionais e combate ao terrorismo e pirataria, referiu que Portugal também tem, pontualmente, enviado navios de guerra e científicos aos países amigos, bem como realiza, anualmente, missões com aviões da Força Aérea, no Golfo da Guiné.

O almirante solicitou, por isso, maior colaboração entre os países da região para prevenir e combater a pirataria e o terrorismo que ameaçam a integridade e segurança dos Estados banhados pelo Atlântico.

O chefe  de Estado Maior General das FAA disse ter recebido garantias do homólogo português para desenvolver a indústria militar angolana. "Portugal é um pais secular  e com quadros capazes e dispostos a ajudar Angola neste domínio", afirmou, acrescentando que o país conta, além de Portugal, com o apoio de Espanha, na instalação dos estaleiros navais para reparação de navios da Marinha de Guerra.

 Angolana, salientando que o projecto "está em andamento". Egídio de Sousa Santos falou, também, da participação do EMG de Portugal na formação das Forças Especiais do país. 

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