Economia

Angola é o terceiro país mais atractivo para captura de investimentos

Isaque Lourenço

Jornalista

Angola é, neste momento, o terceiro país mais atractivo na captação de investimento externo na Região Subsaariana, atrás da Nigéria e África do Sul, que lidera o ranking.

12/02/2021  Última atualização 14H50
© Fotografia por: DR
Esta conclusão de um estudo recente, desenvolvido por uma organização internacional independente, tomou uma amostra de 600 inqueridos de várias partes e pretendeu compreender o interesse e as exigências dos investidores para com o continente africano.Segundo o presidente da Agência de Investimento Privado e Promoção das Ex-portações (AIPEX), António Henriques da Silva, este indicador deve, apesar das debilidades ainda identificadas no país, servir de mola impulsionadora para que a melhoria da governação e, consequentemente, do ambiente de negócios possam trazer ao país os recursos e tecnologias de que precisa.

No webinar de ontem à tarde abordou sobre a "Zona de Comércio Livre de África e Corporate Governance", iniciativa da Dentons Lead, com apoio da AIPEX e da Angolan Corporate Governance Association (ACGAA).O encontro juntou um painel de especialistas, sendo António Henriques da Silva, pela AIPEX, Naiole Cohen, docente universitária e a advogada Emanuela Vunge.O gestor da AIPEX, António Henriques da Silva, admitiu que as infra-estruturas actuais podem ser um obstáculo para o país, mas que o potencial de recursos naturais que concentra deve ser maximizado para proveito nacional e acima de tudo no melhor preparo dos quadros nacionais.

Esclareceu as razões da divisão do país em quatro zonas de investimento para justificar a consciência de quem governa sobre as diferenças ainda existentes internamente e que direccionam as preocupações com o desenvolvimento equilibrado.Por essa via, reconheceu ser o papel da Agência o de conseguir mostrar o país real e acima de tudo o que se pretende, numa nova era de clara ascensão do prestígio internacional.

A académica Naiole Cohen insistiu na melhoria dos indicadores de "boa" governação, pois compreende que este é um factor diferenciador em atractividade de investimento e também na valorização da integração continental.Um exemplo citado por Naiole Cohen é o facto de a emissão de eurobonds de Angola taxada em 9,5 por cento representar mais de metade, considerando a média de 4,0 por cento cobrados nos países da Região nas mesmas operações.Conforme apontou, as posições 46, na oferta logística, e 38, nas infra-estruturas, dentre 54 países africanos, de acordo com dados de 2018, ilustra bem os enormes desafios por que Angola deverá ainda conviver para ser um factor de atractividade plena de investimentos.

Admitiu, ainda assim, ser fundamentalmente a integração, recordando que a experiência ou força pretendida dependerá também da caminhada conjunta com outros mais fortes.Para a advogada Emanuela Vunge, há toda a necessidade de compreender-se que a criação do ambiente interno de "boa" governação não é tarefa exclusiva do Governo, desafiando-se, também, os gestores das empresas públicas e privadas sobre a concretização destes objectivos.

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