Política

Angola e Namíbia reabrem fronteira em Fevereiro

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Jornalista

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, anunciou na cidade de Ondjiva, província do Cunene, a reabertura da fronteira comum com a Namíbia, a partir de 1 de Fevereiro, depois de estar encerrada desde Março de 2020, por causa da pandemia da Covid-19.

23/01/2022  Última atualização 07H32
© Fotografia por: DR
Falando no final da reunião bilateral entre Angola e Namíbia para avaliar as condições sanitárias na fronteira comum, Francisco Furtado disse que as baixas taxas de letalidade nos dois países e na SADC demonstram uma evolução preventiva e de contenção da pandemia.
 "Vamos propor ao Executivo novas medidas sobre o Estado de Calamidade, a ser actualizada a 30 de Janeiro e, entre as medidas, vamos propor a reabertura da fronteira comum entre Angola e Namíbia, a partir de Fevereiro deste ano. Temos oito dias úteis para que os dois países criem as condições para a reabertura da fronteira”, sublinhou o ministro.
 Acrescentou que, inicialmente, serão reabertas as fronteiras entre Santa-Clara/Oshikango e Catuitui/Rundu, e num período de 15 dias prevê-se  outros pontos na zona Sul de Angola e Norte da Namíbia.
Para tal, segundo o governante, é necessário que se criem as condições de biossegurança nos pontos fronteiriços, reforçadas com a vacinação e testagem da população como requisito para transpor a fronteira após a reabertura.
 Referiu que devem ser estabelecidas, em ambos os países, regras próprias para garantir a estabilidade para que não haja propagação da pandemia de um lado para o outro.
 "Temos que impor determinadas regras para que haja disciplina e para que o comportamento dos cidadãos não venha a prejudicar aquilo que pretendemos desenvolver com sucesso para a estabilidade comum”, afirmou.
Na perspectiva do ministro de Estado, é importante que seja obrigatória a apresentação do teste SARS-Cov-2 feito 72 horas antes nos dois lados, assim como a exibição do certificado de vacinação com doses completas, reconhecendo que a Covid-19 causou limitação na circulação de pessoas e bens ao longo da fronteira comum.
 Por sua vez, o ministro do Interior, Migração, Protecção e Segurança da Namíbia, Albert Kawana, disse que o encerramento da fronteira reduziu, consideravelmente, as transacções comerciais, uma das formas de subsistência das populações dos dois países na zona comum.
 "Estamos convictos de que as dinâmicas da vacinação e da testagem, a serem implementadas pelos dois Governos, poderão decidir a retoma dos movimentos de entrada e saída ao longo da fronteira comum que aqui se propôs para o primeiro dia de Fevereiro”, reiterou.
 Frisou que os "angolanos e namibianos são dois povos que se orgulham da história e memórias que partilham, pois a firmeza e persistência ao longo das décadas foram cruciais para a conquista da paz e segurança que hoje beneficiam”.
 Participaram ainda sexta-feira na reunião bilateral para a criação das condições de reabertura da fronteira comum a governadora do Cunene, Gerdina Didalelwa; os ministros namibianos da Acção Social, Promoção e Igualdade do Género; da Saúde; a embaixadora de Angola na Namíbia, Jovelina Imperial; os secretários de Estados da Saúde, Energia e Águas; e Interior.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política