Economia

Angola e Namíbia constroem barragem

A construção da Barragem Hidroeléctrica Binacional de Baynes, com início previsto para 2021, numa fracção do rio Cunene localizada na fronteira com a Namíbia, está estimada em 1,2 mil milhões de dólares, anunciou sexta-feira, em Malanje, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

03/02/2019  Última atualização 16H00
MOTA AMBRÓSIO| Edições Novembro © Fotografia por: Ministros da Energia de Angola e da Namíbia decidem sobre a edificação de barragem comum

A Angop noticiou que o valor a empregar é repartido em 50 por cento para cada um dos Estados, declarou o ministro no final da 29ª Reunião da Comissão Técnica Permanente Conjunta para o Rio Cunene (CTPC), realizada na Barragem de Laúca para analisar os estudos em curso para a construção hidroeléctrica, no âmbito da optimização dos recursos hídricos partilhados entre os dois países.
O projecto, que contará com financiamento público-privado de modo a que os dois Estados não sobrecarreguem os seus orçamentos, terá duração de sete anos e contempla, além do empreendimento hidroeléctrico, a construção de estradas e de linhas de transporte de electricidade entre Angola e a Namíbia.
Nesta fase, disse, está em curso um trabalho para determinar o impacto ambiental, bem como o estudo de viabilidade técnico-económico, que vai culminar com o lançamento do concurso do projecto e a contratação do empreiteiro, em 2020.
O ministro destacou a importância da construção da Barragem de Baynes no desenvolvimento de projectos localizados na parte norte da Namíbia e sul de Angola, que carecem de energia eléctrica.
O ministro das Minas e Energia da Namíbia, Tom Alweendo, considera que a concretização do projecto vai ajudar à industrialização de ambos os Estados, com impacto em outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e das suas populações. Segundo estudos já realizados, o Aproveitamento Hidroeléctrico de  Baynes será constituído por uma barragem de enrocamento com face de betão com 200 metros de altura e 1.025 de comprimento de coroamento, 40 quilómetros de albufeira e uma área inundada 58,15 quilómetros quadrados, num nível de pleno armazenamento.
A central vai gerar 600 megawatts - 300 para Angola e igual potência para a Namíbia - e foi aprovada pelos dois governos em Novembro de 2014. A reunião da CTPC  juntou  responsáveis do Ministério da Energia e Águas de Angola e das Minas e Energia da Namíbia, além do embaixador daquele país, Patrick Nandago.

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