Cultura

Angola e Brasil assinam acordos assentes na representação artística

Manuel Albano

Jornalista

O acordo de parceria e intercâmbio entre o Centro de Animação Artística do Cazenga (Anim’Art) e o grupo de teatro Obalufônica do Rio de Janeiro, assente no domínio da representação e pesquisas no teatro, foi um dos destaque da 16ª edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (Festeca), que se realizou de 8 a 19 deste mês, em Luanda.

22/12/2021  Última atualização 07H35
Angélica Mayomona, directora do Festeca (à esquerda) e Tatiana Henriques assinaram os acordos © Fotografia por: DR
Constitui objecto do presente acordo, o estreitamento dos laços de trabalhos no domínio do teatro entre as duas instituições, dinamizar o desenvolvimento de acções formativas entre Angola e Brasil, no domínio técnico e artístico para o aperfeiçoamento das práticas das artes  cénicas.

Produzir espectáculos envolvendo actores de ambos países, sob a responsabilidade Obalufônica e Anim’Art, bem como promover a participação de grupos e companhias de teatro angolanos e brasileiros em actividades realizadas em ambos países.

O acordo prevê, igualmente, a realização de estudos conjuntos para promover acções que visem à pesquisa, o registo, produção e publicação de material gráfico e videográfico. Para o futuro, as instituições comprometem-se a trabalhar para a construção de uma plataforma de desenvolvimento das artes cénicas e performativas, bem como os demais países de expressão portuguesa, para aproximar instituições públicas e privadas.

Nesta edição, o festival decorreu sob o lema "Juventude, Arte e Cultura na Promoção da Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável. No rescaldo do que foi a realização de mais um Festeca, a presidente da Associação Globo Dikulu, Glória da Silva garantiu que nesta edição participaram dez grupos e companhias de teatro dos 18 previstos, sendo três grupos foram do Cazenga, dois de Luanda, um grupos do Cuanza-Sul, um do Lobito, um de Malanje, um da Huíla e companhias estrangeiras do Brasil e França.

Dos 20 espectáculos previstos, disse, foram realizados 17, incluindo dois exercícios de performances teatrais e dança protagonizadas pelos grupos  Bonec’Art, o Sakidila e Arco Íris. Houve sessões de trova e poesia.
Glória da Silva disse que participaram nesta edição 81 actores, sendo 29 do género feminino e 52 do masculino. De acordo com a responsável, foram exibidos cinco filmes no âmbito da parceria existente com Goethe Instituto da Alemanha, e contou com uma audiência de 151 pessoas por sessão.


Conferências

Apesar dos constrangimentos impostos pela Covid-19, Gloria Pires destacou o facto de ter sido possível a realização de quatros conferências das cinco previstas, com temas ligados e transversais ao teatro, ministradas pelos directores das companhias Affro Teatro de Angola e Nuang do Brasil. "Conseguimos, sobretudo promover dois ‘Cafés - Teatro’,  espaço de debates livres, onde foram abordadas questões ligadas ao teatro à nível do mundo e analisados os espectáculos exibidos na 16ª edição do Festeca.

Quanto às oficinas de teatro promovidas durante sete dias, lembrou que foram ministradas por directores e encenadores angolanos e professores estrangeiros, dirigida para 11 crianças e adolescentes. No período de 08 a 19 do corrente mês, o Festeca, disse, recebeu nas salas de espectáculos um total três mil espectadores, o que perfaz uma média de 153 espectadores por sessão, entre convidados e público.

O certame contou com a participação da Associação Internacional de Teatro para Crianças e Jovens (Assitej - Angola), bem como da União Internacional da Marioneta (Unima - Angola), com a parceria privilegiada do Goeth Institut de Angola, Alliance Française de Luanda, Fundação Arte e Cultura e órgão de comunicação social pública e privada.

Nesta edição foram homenageados o grupo de Teatro Lareira Artes de Moçambique, os humoristas Agente Formiga, Yapapi, Wazemba e as turmas Cómicas Cabe Chipas e Zenu Kwelela, todos do município do Cazenga.

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