Cultura

Angola deve construir a memória colectiva através da diversidade cultural

Angola deve aproveitar os traços da nova história, pós-independência para construir a própria memória colectiva, com abrangência étnica, multinacional e racial, defendeu, em Mbanza Kongo, o escritor José Luís Mendonça.

01/11/2021  Última atualização 10H15
Escritor José Luís Mendonça © Fotografia por: Edições Novembro
O escritor, que foi o orador na palestra "2 de Julho de 1706, morte de Kimpa Vita: Reflexão do dia da cultura angolana”, sugeriu a revisão da indicação de uma data para celebrar a morte de Kimpa Vita, uma efeméride nacional, com valor histórico-cultural.


Para José Luís Mendonça, a data da morte da profetiza Kimpa Vita deveria ser considerado dia de celebração nacional, pela magnitude das acções destas, com repercussões políticas, religiosas e culturais a nível da África Austral.


"Ela protagonizou a maior revolução cultural na África Austral de todos os tempos, uma das quais a libertação do reino do Kongo do jugo colonial português”, justificou o escritor.


A vice-governadora Fernanda Sumbo Guerra, que assistiu a palestra, em representação do governador provincial, Pedro Makita, encorajou a sociedade a dar maior contributo ao mosaico cultural angolano.


Entre os temas em debate há a realçar a "Cultura e religião como espaços de identidade da filosofia africana”, apresentado pelo docente universitário Zolana Avelino, e "Imigração em Angola: regresso dos angolanos do exílio da RDC após a Independência e instalação em Luanda, problemas e características”, pelo professor universitário João Lukombo.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura