Política

Angola destaca operacionalização do fundo anti-Covid-19

Angola manifestou-se nesta quinta-feira, em Addis-Abeba, encorajada pelos progressos feitos na operacionalização do Fundo de Resposta à Covid-19 da União Africana (UA), que visa a obtenção de recursos para fortalecer a resposta continental à pandemia.

24/07/2020  Última atualização 10H50
DR © Fotografia por: Angola considera importante que parte do Fundo de Resposta à Covid-19 seja usada oportunamente para impulsionar o pleno desempenho e a capacidade do Á

Em declaração apresentada numa sessão virtual do Comité de Representantes Permanentes na UA, o embaixador Francisco da Cruz realçou, a aquisição de diagnósticos e outros componentes médicos pelo África-CDC (Centro Africano de Prevenção e Controlo de Doenças), para distribuição aos Estados-membros, e mitigar o impacto económico e humanitário da pandemia sobre as populações africanas.

Neste contexto, expressou o apoio da delegação angolana no sentido de um funcionamento do África-CDC, de acordo com seu estatuto, para melhor desempenhar o papel, cada vez mais desafiador, de preparar e responder às actuais e futuras ameaças à saúde pública em todo o continente. 

O África-CDC foi estabelecido como uma instituição técnica especializada da UA, tendo como missão estratégica apoiar na resposta dos Estados-membros, particularmente aqueles nos quais são declaradas emergência de saúde pública, como a pandemia da Covid-19.

Angola considera importante que parte do Fundo de Resposta à Covid-19 seja usada oportunamente para impulsionar o pleno desempenho e a capacidade do África-CDC no apoio aos Estados-membros. No documento, o país encoraja o Departamento de Assuntos Sociais a continuar a garantir sinergias entre o África-CDC e a Comissão da União Africana, com vista a enfrentar a dupla crise de saúde pública e económica, passível de sobrecarregar sistemas de saúde e desacelerar as perspectivas de crescimento de África para os anos vindouros.

Felicita a Comissária para Assuntos Sociais, Amira Elfadil, pelo seu “relatório perspicaz” sobre a Estratégia Continental de resposta à Covid-19 e pelas iniciativas em andamento, incluindo a operacionalização do Fundo UA Covid-19. “Desde o registo do primeiro caso de Covid-19 em África, a maioria dos nossos governos implementaram várias medidas de saúde pública e sociais para reduzir o risco de infecções”, ressalta a declaração.

Segundo o diplomata, embora aparentemente o número de casos e fatalidades por Covid-19 se apresente relativamente baixo em África, o iminente choque da pandemia poderia causar impactos desastrosos no continente, “a menos que continuemos a tomar medidas decisivas para evitar que, rapidamente se transforme numa situação de emergência social, económica e humanitária”.

Os países com maior número de casos são África do Sul, Egipto, Nigéria, Gana, Argélia, Camarões, Marrocos, Côte d'Ivoire, Sudão e República Democrática do Congo, representando 81 por cento dos casos continentais. Quanto aos mais de 7,24 milhões de testes realizados no continente, a Região Sul conta 39,3 por cento (2.845.048), Norte 24,0 por cento (1.733.948), Leste 19,6 por cento (1.415.991), Oeste 13,8 por cento (1.000.473) e Centro 3,3 por cento (243.885).

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