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Angola defende protecção marítima para o desenvolvimento de África

JA Online

A secretária de Estado das Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, disse esta terça-feira, em Luanda, que Angola considera a segurança e a protecção marítimas como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável do continente africano.

28/06/2022  Última atualização 14H31
© Fotografia por: CEDIDA | MIREX

"Ao longo dos últimos anos, a pirataria marítima, que Angola condena veementemente, surgiu como uma ameaça à paz e à segurança regional e internacional. Põe em causa a segurança no mar, retarda o processo de integração regional em África e enfraquece a competitividade de África no comércio mundial, com consequências inestimáveis à segurança e ao bem-estar dos africanos”, referiu ao intervir na Reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Pirataria Marítima no Golfo da Guiné, em representação ministro das Relações Exteriores, Téte António.

No caso específico da Região do Golfo da Guiné, disse, observa-se com grande preocupação, o crescimento exponencial e a proliferação de actos de criminalidade, terrorismo e pirataria no mar, com implicações nas economias dos países costeiros, devido aos custos das patrulhas, das missões de resgate e da segurança nos portos, assim como o seu impacto negativo na promoção e mobilização de investimento nacional e estrangeiro.

Para a secretária de Estado, esta situação torna-se mais grave, na medida em que a maioria dos Estados africanos, em especial do Golfo da Guiné revele-se incapaz de garantir uma gestão efectiva e uma utilização racional dos seus recursos marinhos, bem como de impor autonomamente a sua autoridade nas áreas sob jurisdição nacional.


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