Política

Angola contra exploração ilícita nos Grandes Lagos

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, pediu esta quinta (21) na Organização das Nações Unidas consenso internacional e estratégias comuns para prevenir a exploração e tráfico ilícito de recursos naturais, principais fontes de conflito na Região dos Grandes Lagos.

21/10/2021  Última atualização 18H59
© Fotografia por: DR

O ministro que falava em representação do Presidente da República, João Lourenço, que preside à Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, afirmou que o tráfico ilícito de recursos naturais na região dos Grandes Lagos africanos é a principal fonte de financiamento de grupos armados que causam instabilidade.

"É de uma importância fundamental que o nexo entre recursos naturais e conflitos seja realçado na formulação de respostas adequadas e medidas de mitigação” afirmou Téte António, em Nova Iorque.

Como exemplo, o ministro citou como exemplo a parte leste da República Democrática do Congo (RDC), onde "a concentração de minerais e metais preciosos representa um desafio multidimensional para o desenvolvimento económico e humano dos países” circundantes.

Apesar dos progressos positivos nos últimos anos na região dos Grandes Lagos, continuam a existir desafios como "exploração ilícita de recursos naturais, relações tensas entre alguns países e o grande número de refugiados e pessoas deslocadas internamente” (dentro do país de origem), destacou.

Téte António acrescentou que a CIRGL continua a ter preocupações com violações de direitos humanos, problemas humanitários e crescimento da ameaça terrorista no sul.

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