Sociedade

Angola capta experiências para proibir uso do plástico

As soluções e alternativas que os países podem adoptar para proibir o uso do plástico, visando um meio ambiente mais saudável, estiveram em análise, em Luanda, num encontro entre o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Felipe Zau, e os embaixadores do Rwanda e da Noruega.

29/11/2021  Última atualização 04H55
O objectivo das autoridades é garantir um ambiente mais saudável nas comunidades © Fotografia por: DR
Durante a audiência concedida por Felipe Zau aos diplomatas daqueles dois países acreditados em Angola, com vasta experiência no não uso do plástico, foram abordados os prós e contras da implementação da medida. Wellars Gasamagera, embaixador do Rwanda, disse no final do encontro que, para a adopção eficaz da proibição do uso do plástico é necessário a criação de estruturas funcionais de fiscalização.


Adiantou que a medida deve ser aplicada, tendo em conta a realidade de cada país. Por seu turno, o diplomata norueguês, Kikkan Marshall Haugen, defendeu a aposta na educação ambiental e a criação de leis, duas medidas que, referiu, estão a ajudar a mudar a realidade do seu país.  O embaixador da Noruega disse que o não uso do plástico é um desafio que precisa de projectos concretos, "por ser um caminho alternativo para melhorar o meio ambiente”.


Felipe Zau, por sua vez, revelou que o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente tem estado a procurar trabalhar com académicos e autores de projectos que visam a preservação do ambiente. O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente salientou que a preocupação para com a  preservação do meio ambiente tem estado a aumentar, por Angola ser um dos países no continente que mais polui.  "A experiência do Rwanda tem dado outra imagem ao mundo sobre o continente africano. Vamos tentar seguir as boas-práticas do Rwanda, mas tudo passa por uma educação ambiental”, finalizou.  


Angola e Cuba

Angola e Cuba estão empenhados no reforço da cooperação existente há anos, no domínio das artes. Quem o diz é o vice-ministro da Cultura de Cuba, Fernando Jacomino, no final de uma audiência concedida pelo ministro da Cultura, Turismo e Ambiente de Angola, Felipe Zau.  Fernando Jacomino garantiu estar já em fase de arranque a continuidade dos trabalhos de professores cubanos em algumas escolas de artes em Angola.

O governante cubano, que se fez acompanhar do vice-presidente da empresa cu-bana ANTEX, responsável pelo recrutamento de professores, Maikel Flores, acrescentou que, numa primeira fase, arrancam as actividades lectivas, para depois apostar-se num intercâmbio entre a música dos dois países. "Temos um grupo de professores em algumas escolas de Angola e os ritmos de ambos os países têm muita afinidade, sendo o de Cuba com uma raiz muito forte do continente africano”, disse Fernando Jacomino.


Kilssia Ferreira  e Manuela Mateus

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