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Angola alinhada com os acordos do desenvolvimento sustentável

Angola está a evoluir na disponibilização de electricidade, com maior ênfase às fontes renováveis de produção, mas os desafios ainda são imensos, afirmou, em Macau (China), o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, no desfecho do 15.º Fórum Internacional de Investimentos e Construção de Infra-estruturas (IIICF).

22/06/2024  Última atualização 13H00

No âmbito da participação do Ministério da Energia e Águas no 15.º Fórum IIICF, que decorreu sob o tema "Inovação Verde -  Conectividade Digital”, João Baptista Borges abordou a Transição Energética, Nova Energia, Novo Posicionamento e Nova Missão para Acelerar a Formação de Novas Forças Produtivas de Qualidade.

De acordo com o governante, Angola considera as alterações climáticas um dos maiores desafios que enfrenta a Humanidade, pelo conjunto de efeitos directos e indirectos que causam à vida económica e social das nações, facto que constitui um verdadeiro desafio ao desenvolvimento.

"Aprovamos a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2021-2035, almejando alcançar os objectivos preconizados no Acordo de Paris", referiu o ministro, apontando que "Angola está alinhada com os consensos internacionais do desenvolvimento sustentável, incluindo o África – 2063, em consonância com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável".

Segundo o ministro, Angola definiu a contribuição, concretizada na redução da intensidade de carbono na produção de energia eléctrica, num horizonte até 2025, e acções complementares no domínio da Gestão Sustentável das Florestas, Transportes e Agricultura.

"Foram, igualmente, identificadas acções de adaptação relacionadas com a melhoria da resiliência climática das comunidades e a protecção de investimentos sociais e económicos", disse João Baptista Borges.

Actualmente, a matriz energética nacional já incorpora 64% de fontes não poluentes de energia. Por isso, o ministro descreveu que o Plano de Acção do Sector de Energia 2023 – 2027, alinhado com a Agenda de Longo Prazo 2050, prevê a continuidade da diversificação do mix energético de forma a incluir, pelo menos, 72% de energias renováveis, dos quais 1,2 GWdc de fonte solar, até 2027.

Com isto, segundo o governante, pretende-se atingir a taxa de electrificação de 50%, representando um investimento total de cerca de 12 mil milhões de dólares norte-americanos, sendo as instituições financeiras e o sector privado chamados a desempenhar um papel determinante.

Como a expressão da preocupação pela preservação do ambiente, o Executivo procedeu à conclusão, em 2022, das Centrais Fotovoltaicas do Biópio, com cerca de 188 MWdc, do Luena, com 26,9 MWdc da Baía Farta, com 97 MWdc e em 2024 de Saurimo, com capacidade de 26,9 MWdc, que contribuem com um pouco mais de 4% do balanço energético nacional, permitindo uma economia anual de três milhões de toneladas de combustíveis fósseis e, consequentemente, uma redução de emissões de dióxido de carbono de 9 milhões de toneladas.

Na vertente de produção privada de electricidade, foi celebrada em execução a primeira fase da Central Fotovoltaica de Caraculo, com cerca de 25 MWdc, num projecto que prevê atingir os 50 MWdc.

Outras centrais estão em fase de instalação com um grau de execução satisfatório e entrarão em serviço proximamente, sendo neste ano as centrais fotovoltaicas do Lucapa, com 7,9 MWdc, e duas em 2025, designadamente, a do Cuito, com 14,6 MWdc, e a do Bailundo, com 7,9 MWdc, paralelamente a outros projectos em carteira e que serão implementados.

A China é, hoje, um dos principais impulsionadores mundiais da Transição Energética Global e está a realizar colossais investimentos na produção industrial de painéis solares e baterias.

A electromobilidade é, actualmente, uma das prioridades de desenvolvimento da China. O continente africano e Angola, em particular, têm muito a beneficiar com esta cooperação. O investimento directo, a abertura de linhas de financiamento, neste fórum, é uma ocasião soberana.

"Reiteramos a firme vontade e determinação de Angola continuar comprometida com a acção climática e com a adopção de um modelo de desenvolvimento de baixo carbono", concluiu João Baptista Borges.

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