A Comissão Interministerial para a Resposta à Pandemia do Coronavírus recomendou ontem, em Luanda, o cumprimento da decisão de alargar a quarentena obrigatória, a partir de hoje, de no mínimo 14 dias, de todos os cidadãos nacionais ou residentes que, em qualquer momento, tenham estado em países com transmissão comunitária do novo coronavírus, nomeadamente China, Coreia do Sul, Irão, Itália, Portugal, Espanha e França ou em contacto com doentes afectados pelo COVID 19.
O Governo angolano decidiu tomar uma série de medidas, depois de ouvido o Comité de Especialistas Nacionais e Peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS), face a magnitude da Pandemia, e baseando-se no disposto no Regulamento Sanitário Internacional.
Em comunicado, a Co-missão refere que será mantida a proibição da visita aos cidadãos abrangidos por esta medida enquanto permanecerem nos locais de quarentena; interditada o acesso público às áreas de quarentena e reforçadas as equipas e as acções de resposta rápida e de vigilância epidemiológica nos níveis Central, Provincial e Municipal, bem como nos pontos de entrada do País.
A Comissão recomenda que todos os organismos públicos e privados deverão manter em quarentena, no mínimo 14 dias, todos os funcionários que tenham regressado de países com transmissão comunitária activa e a evitar eventos pú-
blicos com a aglomeração de mais de 200 pessoas. "Em caso de suspeita da doença, contactar o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) através do número 111", refere o documento.
Plano de Contingência
A Comissão Interministerial para a Resposta à Pandemia do Coronavírus avaliou as medidas de Prevenção e o Plano Nacional de Contingência para o controlo da Pandemia COVID-19.
Foi igualmente recomendado o intensificar do trabalho de educação cívica para a prevenção e medidas de contenção da Pandemia, em especial aos viajantes e aos grupos de risco (idosos, crianças, doentes crónicos, entre outros).
A Comissão recomendou a adopção de medidas de contenção social, evitando-se ao máximo possível, grupos com grandes aglome-
rados, em actividades desportivas, culturais, religiosas, familiares e de lazer e evitar espaços fechados. As fronteiras do país, refere o comunicado, devem ser protegidas com base no Regulamento Sanitário Internacional, para um controlo reforçado a nível nacional da entrada de viajantes, pelos aeroportos, portos, terminais ferroviários e fronteiras terrestes, fortalecendo a cooperação Intersectorial para implementar as medidas de controlo e prevenção, pelos organismos da Administração Central e Local do Estado e parceiros.
A Comissão analisou o impacto social e económico da Pandemia no mundo, em África, e em especial na região da SADC, e as possíveis consequências no nosso País. Neste sentido, foi recomendado ao público a observar frequentemente medidas de higiene, participar em reuniões pequenas e estritamente necessárias, evitar deslocações desnecessárias, no interior e para o exterior do País.
A Comissão apela a toda a sociedade, em especial à Sociedade Civil, Igrejas, Autoridades Tradicionais, Sector Privado, e outras instituições, a desencadear iniciativas para a educação, sensibilização e prevenção junto das comunidades.
Encoraja a sociedade em geral a zelar pelas regras de civismo, comprometimento social, solidariedade, respeito pelas normas e recomendações sanitárias e de segurança, perante um desafio colectivo de toda a Nação.
Virou pandemia
O termo pandemia é utilizado quando uma epidemia - grande surto que afecta uma região - espalha-se por diferentes continentes, com transmissão de pessoa para pessoa. A questão da gravidade da doença não entra na definição de pandemia, que leva em consideração apenas a disseminação geográfica rápida.
Contágio
O contágio ocorre a partir de pessoas infectadas. Por isso, é necessário manter pelo menos dois metros de distância das pessoas. A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão; objectos ou superfícies contaminadas pelo infectado seguido de contacto com a boca, o nariz ou os olhos.
Sintomas
Os principais sintomas são: febre, tosse, dificuldade para respirar. Podem ocorrer dores de cabeça, dor no corpo, fa-diga ou exaustão extrema. Em casos mais graves, pneumonia, insuficiência renal, síndrome respiratória aguda grave.
Quem visitou países com transmissão local nos últimos 14 dias e ficou com febre, tosse ou dificuldade de respirar deve procurar os postos de saúde caso apresente os sintomas iniciais. Não deve procurar emergência no caso de ter sintomas leves.
Grupo de risco
Idosos e pessoas com doenças crónicas, como diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares. Em crianças, os casos costumam ser leves e sem sintomas. Ainda assim, podem transmitir o agente infeccioso para outras pessoas.
Trabalho e escola
Evite elevadores.
Reforce a limpeza de
maçanetas, telefones
e máquinas de café.
Reduza as reuniões
presenciais.
Restrinja viagens
internacionais.
Se possível, tente
trabalhar em casa.
Use álcool gel.
Evite aglomerações
e ambientes fechados.
Se não puder evitar o transporte colectivo, adopte as medidas de prevenção já recomendadas.
Evite contacto físico, com o motorista e demais passageiros, como aperto de mãos.
Lave as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos ou use desinfectante para as mãos à base de álcool 70%.
Evite tocar nos olhos,
nariz e boca com as
mãos não lavadas.
Evite contacto próximo com pessoas doentes.
Fique em casa quando estiver doente. Quem chegar de viagem do exterior também deverá ficar em isolamento por 7 dias, mesmo
sem sintomas.
Evite aglomerações.
Use um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e descarte-o depois do uso.
Na falta de lenço,
use o antebraço.
Não compartilhe copos, talheres e objectos
de uso pessoal.
Limpe e desinfecte objectos e superfícies tocados
com frequência.
Mantenha ambientes
bem ventilados.
Máscaras
Só deve ser usada por quem está com infecções virais. É descartável e deve ser trocado a cada duas horas, já que umidifica e, assim, perde a validade de protecção. Não compre máscaras, porque pode prejudicar quem realmente precisa (profissionais de saúde e contaminados).
Prevenção
O segredo está nas mãos, no jeito correcto de lavá-las.
Use sabonete líquido;
Esfregue as palmas das mãos;
Entrelace os dedos e lave as costas de uma mão com a palma da outra.
Esfregue o punho esquerdo com a palma da mão direita em movimentos circulares e vice-versa.
Esfregue os dedos com as mãos entrelaçadas.
Esfregue a parte de trás dos dedos na palma da outra mão.
Gire uma mão fechada so-bre o polegar. Repetir na outra mão.
Esfregue os dedos de uma mão fechada sobre a palma da outra mão. Ensaboe as mãos. Seque-as bem, usando uma toalha de papel.
Não toque no rosto. As mãos são grandes transmissores do Covid-19.
Quando precisar de coçar o rosto, esfregar o nariz ou ajustar os óculos, use um lenço de papel em vez dos dedos.
Prefira óculos a lentes de contacto e sempre humidifique os olhos.
Espalhe lembretes em casa ou na área de trabalho, alertando para evitar o hábito.
Mantenha as mãos ocupadas com uma bola anti-estresse ou outro objecto, mas eles devem ser higienizados.
Também se pode entrelaçar as mãos sobre o colo.
O ideal é que as pessoas se mantenham afastadas pelo menos dois metros de quem está a tossir ou espirrar.
Evite o contacto com beijos, abraços e aperto de mão.
Tratamento
Não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina para prevenir a infecção. Repouso e consumo de bastante água, além de medicamento para aliviar a dor e a febre.
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