Economia

Analistas prevêem aumento dos empréstimos bancários

A consultora Fitch Solutions reviu ontem as estimativas de crescimento dos empréstimos bancários em Angola, antecipando uma subida de 12,5 para 14,8 por cento este ano, assinalando que o re-gresso de divisas externas vai sustentar o crescimento do crédito.

23/10/2018  Última atualização 08H00
DR © Fotografia por: Aumento do crédito é suportado pelo acesso às divisas

“A recuperação dos fluxos de moeda externa e a moderação no abrandamento da política monetária por parte do Banco Nacional de Angola vão fazer com que o crescimento do crédito em Angola permaneça relativamente robusto” nos próximos meses, escreve a consultora Fitch Solutions.
Numa nota sobre o sector bancário enviada aos investidores, os analistas desta consultora, detida pelo mesmo grupo que é dono da agência de notação financeira Fitch, escrevem que, apesar de aumentarem a previsão de crescimento do crédito aos consumidores, “a perspectiva para 2019 foi reduzida para um crescimento de 6,3 por cento devido à subida dos empréstimos nos últimos meses, acima das expectativas.”
Os analistas alertam que a subida da actividade bancária em termos de empréstimos deverá abrandar nos próximos trimestres e acrescentam que “como o crescimento económico continua tépido depois de uma prolongada recessão, a qualidade dos activos bancários vai limitar o impacto dos estímulos monetários do banco central.
Na análise geral sobre o sector, a Fitch Solutions diz que, “para além da criação da Recredit, uma empresa pública para comprar o crédito malparado dos bancos, as autoridades têm pouca capacidade de intervenção no sector bancário caso seja necessário apoiar alguma instituição em dificuldades.”
O prolongado período de preços baixos do petróleo, desde o Verão de 2014, “obrigou o Governo a adoptar uma histórica austeridade orçamental” e a intervir em três bancos, entre eles o Banco de Poupança e Crédito.”

Governador céptico
O governador do Banco Na-cional de Angola (BNA), José de Lima Massano, foi durante o fim-de-semana citado na imprensa internacional a antever o desaparecimento de alguns bancos angolanos em resultado do instrutivo que, em Fevereiro, elevou o capital social mínimo para operar de 2,5 para 7,5 mil milhões de kwanzas.
“Alguns dos bancos vão desaparecer”, antecipa o governador do BNA, céptico em relação à capacidade de ajuste de parte das cerca de 30 instituições financeiras que operam no mercado.
“Não acredito que sejam capazes de o fazer”, prevê o governador em declarações ao jornal britânico “Financial Times”, durante a sua participação na FT Summit, realizada nos dias 7 e 8 de Outubro em Londres sob o tema “Africa Means Business” (África Significa Negócio), lembrando que o “juízo final” está marcado para Dezembro, quando termina o prazo do ajustamento.

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