Economia

Analistas dão nota positiva ao Governo

Os economistas Victoriano Nicolau, Carlos Gomes e Galvão Branco, ouvidos pelo Jornal de Angola, consideram “positivas” as medidas de natureza macroeconómica aplicadas  nos domínios do ajustamento fiscal, reforma cambial, Lei da Concorrência e Lei do Investimento Privado no primeiro ano do mandato do Presidente João Lourenço e defendem a continuidade de modo a conformar o país a uma economia de mercado.

27/09/2018  Última atualização 08H00
Paulo Mulaza | Edições Novembro e Vigas da Purificação © Fotografia por: Economistas Victoriano Nicolau (esquerda) e Carlos Gomes

Carlos Gomes diz que os resultados tangíveis que se registam na economia reflectem as mudanças positivas resultantes de reformas de grande alcance. “Assiste-se a um esforço da consolidação fiscal por via do alargamento da base tributária, na perspectiva de muitos pagarem menos e em que se destaca o esforço da integração da economia informal no segmento formal e  reflexões bastante avançadas do IVA” (Imposto de Valor Acrescentado), sublinha.
Quanto à reforma fiscal, Carlos Gomes reforça que com a adopção, pelo Banco Nacional de Angola, de um regime cambial deslizante dentro de uma banda de variação, o mercado cambial tende à convergência entre a taxa formal e informal.
Carlos Gomes disse que as leis da Concorrência e do Investimento Privado conferem ao ambiente de negócios um quadro mais atractivo e apelativo ao investimento privado interno e, sobretudo, o investimento directo externo. A principal marca do primeiro ano liderado por João Lourenço é o “renascer da esperança de mudança, penalização das más práticas e a abertura de expectativas num futuro melhor”, considera Galvão Branco.
 Galvão Branco crê que “a crítica questão entre a riqueza existente e a distribuição equitativa vai ser a direcção principal desta cruzada agora iniciada”, sublinhando que, além das reformas para a estabilização macroeconómica e o crescimento económico sustentado, a questão das desigualdades sociais e combate à pobreza terão de ter “atendimento prioritário”, eliminando os factores que permitem a apropriação ilícita de riqueza, nepotismo, corrupção e impunidade.

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