Regiões

Amontoados de lixo estão espalhados pelas principais ruas da cidade do Uíge

Os amontoados de lixo que proliferam na cidade do Uíge estão a dar lugar a um cheiro nauseabundo e enormes quantidades de mosquitos em várias artérias da circunscrição.

09/01/2020  Última atualização 11H49
Edições Novembro © Fotografia por: A prolíferação de lixo na cidade do Uíge está a dar lugar a um cheiro nauseabundo e ao surgimento de moscas e ratos

O administrador municipal do Uíge, Emílio Castro, disse, recentemente, que a instituição que dirige não recebe verbas para a recolha de resíduos sólidos, estando a responsabilidade da limpeza da cidade a cargo do Governo Provincial.

Na ronda que a reportagem do Jornal de Angola fez em algumas artérias da cidade constatou que, em quase todas as esquinas há lixo acumulado. Devido às chuvas constantes que se abatem sobre a região, em algumas zonas o lixo está espalhado ao longo das ruas.
Os bairros Candombe Velho e Novo, Bem-Vindo, Papelão, Kakiuia, Gai, Pedreira, Dunga, Catapa e Quindenuco são os que apresentam um quadro preocupante em termos de acumulado de lixo. O cheiro está de tal forma no ambiente que se respira que as pessoas que circulam pelas ruas passam por momentos de grande sufoco.
Castigo Oliveira, morador do bairro Papelão, na zona do Paco e Benze, disse que os habitantes locais estão irritados com o lixo que enche as ruas. “Estes resíduos atraem ratos, baratas e moscas. Agora que está a chover constantemente afiguram-se como um autêntico atentado à saúde da população”, disse.
Osvaldo Caluanga, morador do bairro Candombe Velho, diz que está muito agastado com a situação, porque próximo de casa existem várias lixeiras , pelo que “a família é obrigada a utilizar ‘tapa nariz e boca’ para se proteger do mau cheiro e das moscas”.
O estudante de Enfermagem Santos António disse que o lixo a céu aberto pode causar leptospirose, uma doença infecciosa provocada pela bactéria leptospira, normalmente encontrada na urina de ratos. “Com o andar do tempo, as pessoas que vão tendo contacto com os montões de lixo correm o risco de contraírem esta e outras patologias bacterianas”, alertou.

Apelo à sociedade civil

Samuel Macumbo, munícipe do Uíge, disse à nossa reportagem que o problema da proliferação do lixo nas ruas do Uíge “deixou de ser apenas responsabilidade do Governo Provincial”, porque devido ao estado calamitoso que se está a viver, todas asforças vivas devem mobilizar-se para efectuarem campanhas de limpeza.
Recolha voluntária
António Vezua, empresário local, teve um gesto digno de realce, ao mobilizar meios e alguns populares para limparem o lixo que estava perto da Paróquia de Fátima, da Igreja Católica, no bairro Mbemba Ngango. “Ao invés de andarmos apenas a criticar, devemos mostrar que estamos inconformados com o lixo. Portanto, é com este espírito que tomei a iniciativa de limpar o lixo que estava aqui ao lado da Igreja Católica”, disse.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões