Regiões

Amontoados de lixo espalhados pelas principais artérias da cidade

Em várias artérias de Menongue verificam-se amontoados de lixo porque o aterro sanitário da cidade está inoperante há mais de dois anos, disse ao Jornal de Angola o director interino do Gabinete Provincial do Ambiente, Gestão de Resíduos Sólidos e Serviços Comunitários.

31/12/2019  Última atualização 09H43
Nicolau Vasco | Edições Novembro © Fotografia por: As principais artérias da cidade de Meongue estão transformadas , há mais de dois anos, em um aterro sanitário

Júlio Bravo alegou que a existência de amontoados de lixo em várias zonas da cidade de Menongue deve-se a falta de “meios eficazes” para recolha e tratamento de lixo.
“No aterro sanitário de Menongue não dá-se o devido tratamento ao lixo há mais de dois anos, pelo que muita gente prefere depositar os resíduos solidos em outros locais, como ruas e rios ”, disse.
Segundo Júlio Bravo, o aterro de Menongue ocupa uma área de três mil e 500 metros quadrados, tem 12 valas com 190 metros de cumprimentos, três de profundidades e quatro de largura, cada uma. A infra-estrutura recebe diariamente 18 a 20 camiões com oito toneladas de lixo diverso.
O responsável disse que as quatro empresas de recolha de resíduos sólidos que operam na capital do Cuando Cubango não possuem capacidade humana, técnica e material para a recolha e tratamento dos amontoados de lixo espalhados na zona suburbana.
“Precisamos com urgência de um aterro sanitário com capacidade para tratar o lixo, pois a população local está exposta a muitas doenças devido as grandes quantidades de resíduos sólidos que são depositadas ao ar livre”, sublinhou.

Estragos das queimadas
Júlio Bravo disse que as queimadas que se registam constantemente na província enfermam o meio ambiente, destroem a biodiversidade, os ecossistemas e empobrecem os solos, apontando como principais causadores deste mal os camponeses, pastores de gado, caçadores furtivos e alguns automobilistas, cujos carros avariam ao lado de vegetações e ateiam fogo ao capinzal para afugentarem animais selvagens.
“Os fornos artesanais construídos para a produção de carvão libertam gazes nocivos ao meio ambiente, causando alterações climáticas e doenças respiratórias aos homens”, frisou.
O responsável disse que o sector que dirige está apostado na adopção de medidas de consciencialização e educação ambiental em mercados e nas comunidades, para a contenção do abate indiscriminado de animais selvagens e prática de queimadas. “ No próximo ano seremos implacáveis as acções de devastação dos recursos naturais. A produção de carvão tem de ser de acordo com as normas estabelecidas por lei, com o intuito de atenuar-se os danos ambientais”, disse.

Caça furtiva
O director interino do Gabinete Provincial do Ambiente disse que os agentes da Fiscalização e da Polícia na província têm apreendido vários quilos de carne de animais selvagem. Sem avançar as quantidades apreendidas, informou que os animais mais abatidos são javalis, cabras do mato, seixa, nussi, macacos, olongo, búfalo e bâmbi na zona do Caiundo, em Menongue, e nos municípios do Cuchi, Cuito Cuanavale, Nancova e Mavinga.
Os caçadores furtivos, revelou, preferencialmente comercializam a carne em mercados na cidade de Menongue e em Luanda.
“Cidadãos zambianos e namibianos, em conluio angolanos, têm entrado no território nacional para abater animais de grande porte, sobretudo elefantes para extracção do marfim ”, disse, advertindo que a nova legislação proíbe a venda de carne de animais selvagens .
A Fiscalização, segundo Júlio Bravo, é assolado pelo reduzido número de fiscais ambientais, falta de viaturas apropiadas.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões