Cultura

Ami­na­ta Gou­bel: Encontro debate papel das mulheres artistas na edificação das sociedades

Manuel Albano

Jornalista

O espaço cul­tu­ral “Nona Brisa”, no Ben­fi­ca, casa do ca­sal Ami­na­ta Gou­bel e Lo­pi­to Fei­jóo, começa a ser um local de referência nesta época do ano, a propósito do 31 de Ju­lho, Dia da Mu­lher Afri­ca­na.

31/07/2022  Última atualização 14H20
© Fotografia por: DR

Depois da primeira experiência realizada com sucesso em 2020, o espaço que também é conhecido por Casa - Museu "Mamã África”, junta hoje, domingo, várias mulheres para um encontro de re­fle­xão, das 10 às 16 horas,   cujo tema é "A União entre as Mulheres como Factor de Paz e Desenvolvimento do Continente Africano”.

Impossibilitada de realizar o encontro no ano passado, devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a segunda edição vai privilegiar a tro­ca de co­nhe­ci­men­tos en­tre mu­lhe­res de vá­ri­as ge­ra­ções, a respeito do con­tri­bu­to feminino num país de opor­tu­ni­da­des no gé­ne­ro.

A mentora do projecto Ami­na­ta Gou­bel garantiu, ontem, em Luanda. que foi criado um programa de actividade, em parceria com as irmãs Magalhães, cuja ideia "é criar mais um espaço de diálogo sobre a vida social e cultural no país, na perspectiva analítica de mu­lhe­res li­ga­das ao mun­do das ar­tes”.

Para esta edição destaca-se a presença confirmada da Secretária de Estado para Família e Promoção da Mulher, Elsa Barber, a nu­tri­ci­o­nis­ta Ma­ria Tuty Taty, as actrizes Conceição Diamante, a jurista e actriz Pulquéria Van-Dúnem,  a cantora Mura, jornalistas e artesãs que vão se juntar ao encontro para comemorar a efeméride.  A ac­ti­vi­da­de vai co­me­çar com uma ora­ção de ac­ção de gra­ças, seguindo-se o momento cultural e de conversa que se pretende descontraída.

 

Mulheres das artes querem mais espaço

Na visão de Aminata Goubel, os feitos das mulheres, no domínio das artes, foram sempre ofuscados ao longo de décadas, o que "travou ” o seu empoderamento  à escala mundial, devido ao cepticismo, machismo e opressões do género.

Para  a anfitriã, ainda existe um caminho longo a percorrer no exercício das actividades artísticas, sobretudo, no posicionamento dentro das instituições ligadas ao aparelho do Estado. Acrescentando que a "mulher deve continuar a trabalhar para conquistar um lugar sólido na edificação do país, fazendo emergir o potencial que possui em benefício da arte”.

A também jornalista cultural, quadro da Rádio Nacional de Angola (RNA), explicou que o contributo das mulheres nas artes ao longo dos 46 anos de independência vai, também, merecerá algum destaque durante os debates, pois é um assunto que carece de maior divulgação pelas várias instituições socioculturais e figuras públicas angolanas ligadas ao sector.

Ami­na­ta Gou­bel espera que o encontro consiga produzir os resultados positivos como na primeira edição que abor­dou " o pa­pel da mulher africana na pro­tec­ção do Covid-19”.

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