Cultura

Alunos da Escola Portuguesa expõem pinturas no Camões

Gil Vieira

Jornalista

Mais de 70 peças de arte, produzidas pelos alunos da iniciação à nona classe, da Escola Portuguesa de Luanda, vão estar patentes, a partir de hoje, às 17h30, no Camões-Centro Cultural Português, enquadrada na exposição “Comemoração dos 500 anos de Luís Vaz de Camões”, que visa saudar mais um aniversário do poeta português, que se assinala na segunda-feira.

05/06/2024  Última atualização 15H40
Estudantes mostram criatividade artística © Fotografia por: DR

A exposição de pintura, que reúne obras produzidas por mais de mil alunos, durante o ano lectivo que decorre, das disciplinas de Educação Visual, Educação Tecnológica e Artes Visuais, vai ficar patente até 30 deste mês, podendo ser visitada de segunda a quinta-feira, das 9h00 às 17h00, e sexta-feira, das 9h00 às 13h00.

Segundo a professora de Artes da Escola Portuguesa de Luanda e curadora da exposição, Cecília Martins, os meninos retratam vários momentos da história de Luís de Camões, desde a infância do poeta, à expansão marítima e à grande viagem à volta do mundo.

A exposição "Comemoração dos 500 anos de Luís Vaz de Camões”, explicou, é a 13.ª que a Escola Portuguesa de Luanda promove, e está inserida no programa "Arte na Escola”, que visa promover cada vez mais as disciplinas artísticas no ambiente escolar.

"Os meninos estão muito entusiasmados com a mostra, espero que muita gente apareça, de forma a verem o que os nossos meninos fazem”, disse.

Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta português. Autor do poema "Os Lusíadas”, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa.

O autor pertence ao classicismo português. As suas obras são marcadas por uma visão antropocêntrica. Os seus poemas são compostos em versos regulares. No caso dos sonetos, o poeta utiliza também a medida nova (decassílabo). Adepto do neoplatonismo, a sua poesia idealiza o amor e a mulher amada.

Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjectura, mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada.

Frequentou a corte de D. João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se auto exilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei D. Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

 

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura