Economia

Alterações feitas às habitações são um desperdício financeiro

As reparações e alterações efectuadas nas diferentes habitações representam um enorme desperdício financeiro das famílias com reflexos na má prestação da economia nacional.

29/04/2020  Última atualização 10H20
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De acordo com o presidente da Ordem dos Arquitectos de Angola (OAA), Celestino Chitonho, a maior parte das residências construídas nos últimos anos continuam a ser alteradas pelos ocupantes. “As novas urbanizações que surgem em Angola devem ser incorporadas com boas arquitecturas e duradouras de modo a proporcionar às populações o bem-estar e a qualidade de vida que elas procuram”, sustenta o arquitecto.

Celestino Chitonho argumenta ainda que toda a construção começa com um bom projecto, boa arquitectura, orçamento e com melhores materiais. Logo, não se deve apenas construir e estudar os hábitos e costumes dos cidadãos, mas ter respaldo nas regras e princípios da concepção de habitação e urbanizações.
Para ele, na área de construção, o problema das urbanizações de iniciativa privada em surgimento é que os promotores ou empreiteiros olham para a casa de modo isolado. O bastonário acrescenta que se promove o produto de venda como peça única, esquecendo-se da integração num conjunto maior que é a cidade, nomeadamente, serviços e todas as infra-estruturas como água, electricidade, saneamento, rede de transportes e outros. Isso, acrescenta, acaba por tornar o imóvel numa verdadeira máquina de habitar, em prejuízo do bairro, município e cidade.
“A habitação não é apenas a casa sendo que fazem parte dela toda a relação e correlação com o bairro, o município e a cidade, daí que, antes de ser implementada deve ser bem pensada”, defendeu
No caso das novas centralidades, Celestino Chitonho disse que já não devem ser construídas como se o país ainda estivesse no ano 2008 e numa situação de emergência habitacional. Embora muito criticadas, assume, as centralidades permitiram ao mercado quase que se auto-regular, pois aliviaram a oferta imobiliária, baixando, significativamente, o preço das residências nas áreas de vendas e arrendamento, além de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

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