Política

Almirante português visita obras na Base Naval Norte

Victor Mayala | Soyo

Jornalista

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Portuguesas, almirante António Silva Ribeiro, trabalhou, ontem, no município do Soyo, província do Zaire, onde visitou as obras de requalificação da base da Região Naval Norte, em curso há mais de dois anos.

17/06/2022  Última atualização 09H04
Almirante António Silva Ribeiro destaca a cooperação naval © Fotografia por: DR
Acompanhado do homólogo angolano, Egídio de Sousa Santos, António Silva Ribeiro salientou que a visita ao município e, em particular, à base naval, tem um significado particular, por se enquadrar no âmbito das relações de cooperação entre as Forças Armadas Portuguesa e Angolana.

"Viemos aqui ver esta extraordinária infra-estrutura da base naval que está a ser construída e que, evidentemente, se destina a criar melhores condições para a Marinha de Guerra Angolana operar nesta zona fronteiriça e relevante para a economia do país, onde a segurança marítima é, absolutamente, indispensável”, disse.

No Soyo, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Portuguesas visitou, igualmente, alguns empreendimentos socioeconómicos, com destaque para a central eléctrica do Ciclo Combinado e a Angola LNG, de exploração de gás natural liquefeito.

Na ocasião, o almirante destacou a importância do empreendimento no processo de desenvolvimento económico do país.

"Eu conheço o país e tenho visto o progresso que tem ocorrido e, evidentemente, estas infra-estruturas, que pude visitar hoje, são, exactamente, testemunho disso, da pujança do desenvolvimento económico de Angola”, referiu. Lembrou que o programa-quadro de acções de cooperação até 2026, assinado entre os ministros da Defesa dos dois países vai regular o intercâmbio de conhecimentos, recursos e capacidades, na sequência do que já tem sido feito no passado. 

Por seu turno, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, Egídio de Sousa Santos, fez saber que a visita do homólogo a Angola surge em retribuição de uma outra que efectuou a Portugal, em 2019. Na ocasião, lembrou, ficou assente a necessidade de Portugal formar quadros angolanos em todos os aspectos da arte militar, nos distintos ramos, designadamente Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra.

Em relação ao período eleitoral que o país vive, Egídio de Sousa Santos referiu que as chefias militares vão passando a mensagem no sentido de todos os efectivos participarem no pleito imbuídos do sentido patriótico que sempre os caracterizou.

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