Economia

Alimentos angolanos submetidos a processos industriais

Uma unidade de processamento de alimentos agrícolas designada Food Care foi inaugurada ontem, em Luanda, depois de absorver investimentos de 52 milhões de kwanzas, dando, pela primeira vez, tratamento industrial a produtos de consumo típicos de Angola.

29/11/2019  Última atualização 09H20
Paulo Mulaza| Edições Novembro © Fotografia por: Food Care investiu 52 milhões de kwanzas em equipamento

A fábrica, detida por uma sociedade familiar liderada pela empresária Marlene José, embala e conserva cinco produtos, contando-se a kizaca, muteta, tortulho, kissangua e moamba de ginguba.
O projecto foi executado num período de seis meses e meio, incluindo a aquisição e montagem de equipamentos modernos de embalagem, por forma a garantir a qualidade e conservação prolongada dos produtos frescos em embalagens biodegradáveis.
Com uma capacidade de armazenamento de três toneladas, numa primeira fase a fábrica vai produzir dois mil quilos por semana e oito mil quilos por mês.
Em declarações ao Jornal de Angola, Marlene José disse que a unidade tem como principais fornecedores os camponeses ligados à agricultura familiar residentes nas províncias do Huambo, Malanje e Uíge.
Com este projecto, segundo Marlene José, os parceiros pretendem promover o surgimento de mais indústrias que acrescentem valor aos produtos do campo, como forma de incentivar as famílias, empresas e cooperativas a produzirem cada vez mais e em grande escala, aumentando a oferta de produtos nacionais no mercado e a diminuição dos preços no consumidor final.
“Os nossos produtos têm uma capacidade de conservação de 12 meses e, depois de processados e embalados, vão ser distribuídos nas redes de supermercados e em restaurantes”, esclareceu Marlene José, acrescentando que a intenção é aumentar a quantidade de produtos e iniciar a exportação. A fábrica gerou seis empregos directos e dez indirectos.

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