Economia

Algodão pode gerar 200 mil empregos

O consultor do Ministério da Indústria Mauro Pereira estimou, no Dondo, que uma eventual produção de 100 mil toneladas de algodão por ano, em 100 mil hectares, pode resultar na oferta de cerca de 200 mil empregos nas províncias de Malanje, Cuanza-Sul e Cuanza-Norte.

03/11/2019  Última atualização 19H00
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Mauro Pereira proferiu estas declarações num Seminário de Auscultação e Recolha de Contributos para o Estudo da Cadeia de Valor de Têxteis, Vestuário e Calçado, organizado pelos ministérios da Indústria e da Economia e Planeamento, segundo noticiou ontem a Angop.
Uma vez reactivado o sector têxtil e de calçados, Angola pode alcançar uma produção mínima de 18 milhões de peças de tecido em cinco anos e obter receitas estimadas em mais de mil milhões de dólares, rendimentos que, considerou, podem impulsionar o crescimento económico.
O consultor apontou o investimento na produção interna do algodão como base para o relançamento da indústria têxtil nacional, notando que as três grandes fábricas de tecidos recentemente reabilitadas pelo Governo, nomeadamente, a Satec (Cuanza-Norte), Textang II (Luanda) e Alassola (Benguela), estão inviabilizadas por questões ligadas à importação de matéria-prima.
No actual contexto económico, prosseguiu, seria viável o incentivo ao cultivo de algodão, inclusive a nível da produção familiar, para garantir a sustentabilidade da indústria têxtil nacional, bem como a geração de emprego no sector agrícola e aumento dos rendimentos das famílias.
No caso de Cambambe, o consultor reconheceu que a região dispõe de terras férteis e recursos hídricos importantes para o cultivo de algodão durante todo o ano.

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