Mundo

AI quer responsabilização para culpados dos atentados

A Amnistia Internacional (AI), organização de defesa dos direitos humanos, declarou que os responsáveis pelo assassinato de mais de 20 crentes, incluindo várias mulheres e crianças, ocorrido domingo último, na Igreja Católica São Francisco, em Owo (Sudoeste do país), devem responder pelos actos diante da Justiça, noticiou a Panapress, citando fonte oficial.

30/06/2022  Última atualização 08H40
Amnistia Internacional © Fotografia por: DR

A directora da AI para a Nigéria, Osai Ojigho, afirmou num comunicado publicado que o que aconteceu em Owo "é revelador da impunidade” de que gozam homens armados que actuam em todo o país.

"Este acontecimento trágico deve servir de advertência às autoridades, que devem agora fazer o seu possível para que os autores deste crime hediondo sejam julgados diante da Justiça”, indicou.

Para Ojigho, este ataque brutal testemunha um desprezo total do direito à vida. Acrescentou que, em virtude do Direito Internacional, relativo aos direitos humanos, a Nigéria tem a obrigação de proteger o direito à vida da sua população em quaisquer circunstâncias.

"As vítimas e suas famílias têm o direito de conhecer a verdade sobre estes tiroteios e beneficiar da justiça e de indemnizações. A AI pediu às autoridades judiciais nigerianas para lançarem imediatamente um inquérito aprofundado e imparcial a fim de identificar os autores deste crime, intentar acções judiciais e julgá-los no quadro de um processo equitativo, sem recorrer à pena de morte”, indica o comunicado.

No passado domingo, vários homens armados penetraram na Igreja São Francisco, no Sudoeste da Nigéria, por volta do meio-dia, quando a missa terminava. Eles dispararam contra os crentes católicos e fizeram explodir uma dinamite, matando pelo menos 20 pessoas e ferindo gravemente numerosas outras.

De acordo com o comunicado, vários habitantes da zona indicaram à AI que o ataque durou cerca de 15 minutos, e que as forças de segurança não reagiram prontamente. Este ataque acontece cerca de dois meses depois de pelo menos oito pessoas terem sido mortas a bordo de um comboio que liga Abuja (capital federal) a Kaduna (Norte).

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo