Política

Água potável chega apenas a 52% da população angolana

A água potável chega apenas a 52 por cento da população angolana, apesar do país ter abundantes recursos hídricos, admitiu o Presidente da República, João Lourenço, numa declaração alusiva ao dia Mundial da Água, assinalado hoje.

22/03/2019  Última atualização 19H47
Francisco Bernardo | Edições Novembro

De acordo com o Chefe de Estado, o país tem uma população estimada em 30 milhões de habitantes e o acesso à água potável ainda é difícil, principalmente em regiões como o Cunene, que regista uma prolongada seca.

Em função disso, acrescenta, o Executivo está a desenvolver um programa de emergência, que compreende a construção e reactivação de mais de 300 furos artesianos, nos seis municípios da província do Cunene, bem como a distribuição de camiões-cisterna e outros equipamentos capazes de aprovisionar e distribuir água potável nas localidades mais afectadas.

Ainda no quadro do programa de combate aos efeitos da seca, João Lourenço anunciou que o Executivo prepara igualmente um conjunto de obras de aprovisionamento e adução de água, cuja construção deve ter início proximamente. As obras constituirão soluções definitivas para garantir água para a população e o gado das regiões do Cunene mais densamente povoadas.

João Lourenço disse estar a ser feito um esforço no país para concluir importantes projectos de construção de novos sistemas de captação e tratamento de água, no meio rural e urbano. Afirmou que o facto de apenas 52 por cento da população ter acesso à água potável coloca ao Executivo e à sociedade importantes desafios, a fim de se avançar, o mais rapidamente, para a universalização do acesso a esse precioso bem, cumprindo o Objectivo número 6 dos Desafios de Desenvolvimento do Milénio.

Esse compromisso perspectiva “garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos até 2030”. Assim, o Chefe de Estado comprometeu-se a priorizar os projectos que visam aumentar o acesso e melhorar os serviços de abastecimento de água potável e tratamento de águas residuais, de forma ambiental e economicamente sustentável.

“Embora a 22 de Março comemoremos o dia Mundial da água, também nos outros 364 dias do ano precisamos de adoptar atitudes no nosso dia-a-dia que concorram para a preservação e poupança deste recurso natural”, referiu .

Para isso, declarou, o Executivo, as Organizações Não Governamentais e outras organizações da Sociedade Civil continuarão a trabalhar na educação cívica dos cidadãos para a importância de não depositar lixo nos rios e lagos, economizar água nas actividades quotidianas, denunciar a destruição das condutas de água, chafarizes e outros equipamentos essenciais.

Apelou à mobilização de toda a sociedade, para que a disponibilidade de água e o acesso à mesma sejam, não só uma garantia de vida saudável para a geração presente, mas também uma herança para as gerações futuras.

Considerou preocupante o facto de apenas cerca de 0,008 por cento do total da água do planeta ser potável (própria para o consumo) e grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) estar a ser contaminada, poluída e degradada pelo homem.

O 22 de Março, dia Mundial da Água, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) aos 22 de Fevereiro de 1992.

 

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