Economia

Agro-Quiminha colhe trinta toneladas de fruta

Kamuanga Júlia | Saurimo

Jornalista

O projecto Agro-Quiminha colhe, esta semana, para venda e abastecimento aos supermercados e clientes preferenciais de Luanda frutas diversas, entre melancia, melão, banana e mamão-papaia.

28/04/2020  Última atualização 15H57
Dombele Bernardo | Edições Novembro © Fotografia por: O agrónomo Renato Silva explica quais os processos de plantio e colheita da melancia

Estima-se em 30 tonela-das de melancia e melão (com preços estimados em 250 kwanzas por quilograma) aos quais se pode juntar perto de dois mil quilogramas de banana por hectare a serem colhidos de uma área prevista de 150 hectares cultivados.
Nalguns supermercados, na Baixa da cidade, e noutros mercados como os do Kifica e Ramiros, foi notória a presença de alguma melancia e banana, não podendo se dizer o mesmo do melão e do ma-mão-papaia. Além de escassos, também estão caras as mesmas frutas.
Cálculos efectivados entre as previsões de colheita e os preços de venda nos supermercados e mercados, onde a melancia de três a quatro quilogramas é vendida a 1.560 kwanzas, a banana 178 kwanzas, por um quilo, e o mamão-papaia 1.000 kwanzas por cerca de 800 a 900 gramas, a quantidade à disposição pode representar uma facturação, no mer-
cado, a rondar os 7,5 milhões de kwanzas, aproximadamente.
Um estudo do Projecto de Apoio ao Comércio (ACOM), financiado pela União Europeia, sobre o mercado das frutas tropicais em Angola e o seu potencial, indicou que, em 2017, o país gastou cerca de 58 milhões de dólares na importação de frutas, um au-mento de 137 por cento face aos 24,7 milhões despendidos no ano anterior.

Produção perdida
As fazendas e famílias de camponeses das localidades do Dande e Cabiri, no Bengo, e Quiminha/Lalama e Funda, em Luanda, têm grande parte da sua produção de frutas, tubérculos, hortaliças e leguminosas submersas devido ao aumento do caudal dos rios Dande e Zenza, que inundaram os campos.
Nestas localidades, constatou-se que as lavras são agora, nalguns pontos, zonas de banho e diversão das crianças, que ainda assim sabem dos estragos que as chuvas regulares estão a provocar às lavouras dos pais, tios ou avós.
Com rostos molhados em lágrimas, tio Martins, como é chamado na Funda, zona da Kilunda, diz que deveu-se às intensas chuvas, de Março e Abril, e uma provável abertura das comportas nas Mabubas, para diminuição da água em retenção no complexo hidroeléctrico do Bengo.
Enquanto uns choram pela "visita intrusa" das águas que fizeram perder a lavoura, há quem ainda esfrega às mãos de contente.
Julieta Pinto está agora a dedicar-se à venda de peixe bagre e cacusso fumado (processo que consiste no assar o peixe em lume para uso em pratos típicos de certas regiões) na zona de Lalama. Por cada monte de três a quatro peixes médios ela cobra 1.000 kwanzas e chega a facturar entre 10 a 15 mil kwanzas/dia.

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