Economia

Agro-Prodesi fortalece a agricultura familiar

Job Franco

Jornalista

A professora universitária e facilitadora do programa “AGRO-PRODESI", Judite Mestre, disse, ontem, em Luanda, que o projecto visa fortalecer a agricultura familiar e contribuir para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da agro-indústria.

03/06/2021  Última atualização 06H00
Mais de 500 actores do sector agrário do país serão capacitados pela FAO e o Governo © Fotografia por: Edmundo Eucilio | Edições Novembro
Ao discursar na acção formativa, que durante cinco dias vai capacitar agentes ligados ao agro-negócio, da província de Luanda, numa organização do Ministério da Economia e Planeamento, em parceria com a FAO, a prelectora referiu que o projecto consiste na formação dos recursos humanos.



Sublinhou que as contribuições dos participantes vão resultar na elaboração de um relatório com vista a se desenvolver uma cadeia de valor dinâmica, a nível da província de Luanda.
Para o coordenador do projecto, Miguel Watangua, a formação visa apoiar as pequenas e médias empresas do sector do agro-negócio nacional a terem os mesmos níveis de produção agrícola como os que se registam no Quénia, Uganda e Rwanda.
Avançou que mais de 500 actores do sector agrário vão ser capacitados a nível do país, numa iniciativa enquadrada no PRODESI.


Mais qualidade
Na ocasião, o chefe do Departamento de Apoio Empresarial do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias (INAPEM), Fernando Azevedo, disse que a produção nacional traz várias vantagens, entre as quais o aumento do número de empregos, qualidade dos produtos, bem como a redução dos preços.
Por sua vez,  o presidente da cooperativa agrícola "Fumeca”, Nelito Azevedo, salientou que, no quadro das acções que serão desenvolvidas a nível da província, o primeiro passo é fazer o levantamento dos agentes ligados à cadeia de valor agro-alimentar, com vista ao seu financiamento.


Sugeriu ao Governo a criação de um sistema de irrigação nos rios Dande e Kwanza, para ajudar a aumentar os níveis de produção dos camponeses da região. Até amanhã, a acção formativa, que decorre sob o lema "Desenvolvimento de Cadeias de Valor Agroalimentares Inclusivas”, vai debater temas como "Aspectos técnicos de análise, mapeamento das cadeias de valor, mercados e serviços”, "Barreiras para o desenvolvimento das cadeias de valor”, "Recomendações estratégicas para o melhoramento” e "Estudo de caso e partilha de experiências”.




  Produtores do Uíge abordam cadeias de valor
 Os agricultores e outros agentes ligados à cadeia de produção do café, mandioca, feijão e amendoim estão a participar, desde ontem até sexta-feira, na cidade do Uíge, num seminário de capacitação sobre o processo de produção, comercialização e consumo de produtos agrícolas, organizado pelo Ministério da Economia e Planeamento, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Durante três dias, o evento que reúne também agrónomos e representantes de cooperativas agrícolas, estudantes de economia agrária, avicultores, pecuaristas e membros do governo provincial, vai identificar os principais constrangimentos na cadeia de produção agrícola, elaborar estratégias de produção, processamento e comercialização dos diferentes produtos agro-pecuários, com vista a diminuir a dependência das importações.



Para o técnico da FAO e facilitador do seminário, Yuri Chipuio,  para além da criação de cadeias produtivas, a acção pretende reforçar as competências dos produtores agro-pecuários, distribuidores, transportadores e vendedores de insumos agrícolas para melhorarem as técnicas e capacidades, e virarem-se para o mercado, "por isso vamos em conjunto analisar as necessidades de mercado, custos de produção, transportes, pragas e outras questões relevantes".

Nicodemos Paulo/Uíge

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