Economia

Agricultura promete aumentar oferta de cereais e tubérculos

Ana Paulo

Jornalista

Os produtores familiares e empresariais pelo país estão comprometidos em alargar a área de cultivo e colher, nesse ano agrícola 2021/2022, quantidades mais elevadas se comparadas à época anterior, apesar de reconhecerem o actual défice existente na produção de cereais, tubérculos e leguminosas.

18/10/2021  Última atualização 04H55
Cereais destacam-se na área semeada, com 53,6 por cento, e colhida, com 54,7 por cento. Com isso, ocupam a terceira posição © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
Esta pretensão foi, recentemente, confirmada pelo secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária.

João Cunha disse que em relação aos anos passados, continua-se a observar o défice na produção de grão, com particular destaque para a cultura do milho, massambala, massango, soja e feijão.
Nesse conjunto de produtos, realçou o secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, há muito por se trabalhar para serem superadas as necessidades internas.

Em termos de resultados das fileiras, no ano agrícola 2019/2020, os cereais destacam-se na área semeada, com 53,6 por cento, e colhida, com 54,7 por cento. Com isso, ocupam a terceira posição das colheitas de maior sucesso, reservando uma taxa de 13,3 por cento em termos de volume de produção dos bens agrícolas.

De acordo com dados da Agricultura, ainda em relação à produção dos cereais, o sector empresarial representou na campanha anterior apenas oito por cento da área semeada, tendo crescido dois dígitos em termos de produção para 10,7 por cento no último ano.

Já a cultura do milho teve uma produção crescente de 5,4 por cento face ao ano anterior. Nesse grupo de bens agrícolas há que se destacar, igualmente, a cultura de massango pelo crescimento acentuado na produção e nos níveis de produtividade. João Cunha reafirmou ser o arroz a cultura com maior peso relativo do sector empresarial.


Raízes e tubérculos
Quanto às culturas da fileira das raízes e tubérculos, ocupam a segunda posição da área semeada, totalizando 20,9 por cento. Dessa forma, posicionam-se em terceiro lugar em termos da área colhida, com 18,5 por cento. As culturas desta fileira representam 51,2 por cento do total da produção observada durante a campanha agrícola 2019/2020.

"No caso do milho, serve não só para a alimentação humana, como também animal, daí a importância de aumentarmos a sua produção em grande escala”, realçou.

O secretário de Estado João Cunha detalhou que para o ano agrícola 2021-2022, o Executivo está a investir em todos os sectores e subsectores agrícolas de forma a tirar vantagens dos mais de cinco milhões de terra arável espalhada pelo país, mas com um grau de exploração ainda muito baixos.

 Produção de frango
Para a campanha 2021/2022, o Governo tem no seu programa de acção investimentos no sector pecuário, com a aposta na produção suína, aves de corte (frango) e aves de costura (galinhas poedeiras), segundo o secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária.

João Cunha disse haver ainda um programa de fomento de galinhas rústicas que está em curso já com bons resultados. O projecto está a permitir que galinhas cheguem às famílias rurais.

"As galinhas são rústicas, mas com um potencial genético excelente por produzirem muita carne”, garantiu o governante para quem há, neste momento, muitas cooperativas e comunidades dedicadas à criação de aves.

Conforme fez saber João Cunha, está em curso a campanha de fomento da caprinocultura (criação massiva de cabritos), pela introdução de raças melhoradas. A isso junta-se a melhoria dos níveis de captura do peixe, a campanha de vacinação de animais, em curso a nível nacional, como das principais acções em desenvolvimento para o sucesso das iniciativas do Governo, mas com forte participação de privados.

"Estas acções vão permitir que os resultados do ano agrícola 2021/2022 sejam mais positivos, pois precisa-se de produzir muito mais para que os alimentos cheguem à população em quantidade, qualidade e com preços mais baixos”, garantiu.

Soluções no Sul

O acabamento do canal do Cunene está previsto para breve e o mesmo irá abranger o maior número de produtores, reduzindo, substancialmente, a situação dramática que se vive na Zona Sul.

Para o secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, João Cunha, o canal permitirá aos produtores locais o acesso a mais pastos, mais água disponível para a produção agrícola ao longo da presente campanha agrícola.

"A abertura do canal do Cunene fará o transvase da água para zonas mais longínquas e secas, que antes não tinham disponibilidade, qualidade e quantidade deste bem. O projecto de iniciativa pública é um investimento que vai dinamizar, até certa medida, os produtores da região Sul de Angola”, afirmou.

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