Economia

Agricultura africana regista progressos

A comissária para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável da União Africana, Josefa Correia Sacko, considerou, ontem, em Adis Abeba, na Etiópia, que foram feitos alguns progressos nos compromissos do sector da agricultura entre União Africana e a União Europeia, tendo em conta a declaração de agenda da cooperação bilateral e multilateral, que vigora desde o ano de 2019.

23/06/2021  Última atualização 08H05
Estados mantêm compromisso de dedicar 10% à Agricultura © Fotografia por: Eduardo Cunha|Edições Novembro
De acordo com a diplomata, que falava na 4ª Conferência dos Ministros da Agricultura da União Africana (UA) e União Europeia, que decorreu por videoconferência, reconheceu que, embora as questões e desafios para a transformação sustentável da agricultura e do desenvolvimento rural em África que levaram à identificação de áreas prioritárias de cooperação, ainda assim, permanecem relevantes e foram agravados pela pandemia da Covid-19 ao empurrar milhões de africanos para a insegurança alimentar e pobreza.

No seu entender, o Programa Abrangente de Desenvolvimento da Agricultura em África (CAADP), revivido na Declaração de Malabo de 2014 é o quadro político de África para a transformação agrícola, criação de riqueza, segurança alimentar e nutrição, crescimento económico e prosperidade para todos.

"Com o CAADP, os estados africanos comprometeram-se, entre outros, a investir pelo menos 10 por cento de seu orçamento no sector agrícola, a fim de atingir pelo menos 6,0 por cento de crescimento anual do PIB agrícola, no entanto, as análises indicam que poucos países estão no caminho certo”,  assegurou.


Seguraça alimentar

De acordo com aquela entidade, a comissão da UA esta a envidar esforços para implementar uma Agência de Segurança Alimentar de África, que visa, em parte, fortalecer a segurança alimentar, produtos seguros e nutritivos acessíveis. Fez saber que os sistemas alimentares podem estimular a inovação verde e criar empregos de crescimento na Europa e em países africanos. " Isso é particularmente verdadeiro para a África, onde a produtividade agrícola e a produção sustentável podem ser aumentadas por meio de investimento e onde a população jovem procura oportunidades de emprego”, pontualizou.


No encontro de iniciativa conjunta entre União Africana e União Europeia os participantes consideraram oportuno o investimento como um factor chave para o crescimento económico, acções governamentais para fortalecer as instituições de governança, acelerar  a aquisição de tecnologia e investimento em inovação, bem como em capital humano e físico.

Defenderam na sua estratégia de integração regional, a mobilização de recursos, a promoção de pesquisa e inovação, pelo  fomento da agricultura digital, através do estímulo às cadeias de valores sustentáveis regionais e continentais. Consideram, de igual modo, fundamental manter o diálogo a nível político para Impulsionar o comércio intra-africano através da área de livre comércio continental para aumentar a produtividade e competitivida-de e apoiar a diversificação económica.


Para mudar o quadro precisaram ser necessário e complementado de estruturas regulatórias de investimentos transparentes e, políticas a nível nacional, regional e continental para assegurar uma integração regional mais profunda.

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