Economia

Agricultura absorve cem milhões de dólares

Hélder Jeremias

Jornalista

Angola tem iminente o lançamento da primeira pedra para a construção de um Centro Regional de Liderança da Mandioca, na província de Malanje, no quadro do Programa de Produtividade Agrícola de Angola, financiado em 100 milhões de dólares pelo Banco Mundial.

07/05/2022  Última atualização 08H50
João Cunha ao descrever o projecto financiado pelo Banco Mundial © Fotografia por: Contreiras Pipa| Edições Novembro
A informação foi avançada, quinta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Agricultura, João Cunha, na abertura da Reunião do Comité Directivo da Regional do Programa de Produtividade Agrícola para a África Austral (APPA, na sigla inglesa), um projecto à luz do qual Angola obteve o financiamento do Banco Mundial.

A reunião juntou quadros do Ministério da Agricultura e Pescas e representantes de Moçambique, Malawi, Zâmbia e Lesoto para traçarem estratégias que visam a solução dos problemas ligados aos baixos índices de produção  no sector agrícola, nos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O  Centro Regional de Liderança da Mandioca é construído para implementar um sistema de cultivo, incorporando, além do tubérculo, as principais culturas alimentares de Angola, com destaque para o milho, arroz, sorgo, trigo, soja, hortícolas e leguminosas, de acordo com o secretário de Estado. 

O responsável indicou Moçambique, Malawi e a Zâmbia como parceiros que podem dar um grande contributo na materialização do projecto, dada a experiência de terem feito parte da primeira fase da implementação do APPSA, com financiamentos do Banco Mundial.

Inseridos na segunda fase, Angola e Lesotho esperam obter o conhecimento necessário para que, juntos, materializarem projectos vocacionado para reduzir a pobreza e o desemprego no meio rural e urbano.

João Cunha disse que o empréstimo solicitado pelo Governo ao Banco Mundial deve assentar no aumento da pesquisa agrícola, resultar no aumento significativo da produtividade nas principais culturas agrícolas praticadas no nosso país e, à semelhança do que se passa na maior parte da Região Austral de África, procurar acabar com as deficiências, para dar lugar no  aumento dos rendimentos  na sua vertente de divulgação e disseminação de tecnologias.

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