Cultura

Agremiações pretendem evoluir para confederação

Três associações culturais angolanas trabalham para a constituição, ainda este ano, de uma Confederação das Organizações Artísticas Nacionais, com vista a melhor defenderem a arte e os seus criadores.

30/06/2021  Última atualização 07H50
União Nacional dos Artistas e Compositore © Fotografia por: DR
Essas agremiações são a União dos Escritores Angolanos (UEA), União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC) e União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), cujos seus representantes, David Capelenguela, José Fernandes " Zeca Moreno” e António Tomás Ana "Etona”, respectivamente, reuniram-se recentemente, em Luanda, para tratar dos passos da criação da confederação.

Em declarações, domingo, à Angop, António Ana "Etona”, secretário-geral da UNAP, fez saber que os artistas nacionais, em geral, têm vários desafios, dentre os quais serem mais valorizados pela sociedade e poderem ter mais possibilidades ou facilidades de obtenção de condições, quer financeiras quer outras, inerentes ao desenvolvimento das suas actividades.


Por exemplo, apontou a necessidade de se criar cada vez mais uma consciência social sobre a importância da arte e da cultura no país, desde tenra idade, e isso, referiu, só pode ser conseguido com uma maior união da classe artística nacional.

"A Confederação das Organizações Artísticas Nacionais será mais um interlocutor válido e forte que, junto do Governo e da sociedade, poderá dar o seu contributo na  melhoria do movimento artístico e, consequentemente, da condição do artista”, asseverou.

Referiu que as agremiações culturais angolanas, sozinhas e com dificuldades financeiras, não estão a conseguir enfrentar as actuais adversidades do mercado nacional, com a presença da pandemia da Covid-19, poucos eventos e quase ausência de acções tendentes a redefinir o cenário artístico e cultural.

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