Política

Agentes eleitorais estão preparados para orientar os eleitores nas urnas

Um grupo de 100 Agentes de Educação Cívica Eleitoral entra em actividade, esta semana, em Menongue (Cuando Cubango), com objectivo de sensibilizar os cidadãos habilitados a votar nas Eleições Gerais de 24 de Agosto próximo.

29/06/2022  Última atualização 09H17
Agentes eleitorais empenhados em realizar o trabalho de sensibilização em comunas e vilas © Fotografia por: DR

No município de Menongue, maior praça eleitoral do Cuando Cubango, os agentes eleitorais, que terminaram recentemente a formação, estão a ser distribuídos em equipas, com a finalidade de se desdobrarem pelas quatro comunas e elevar a consciência Cívica Eleitoral dos cidadãos.

Em declarações à im-prensa, o presidente da Comissão Municipal Eleitoral de Menongue, Jacob Chissaluquila, afirmou que os agentes eleitorais estão devidamente preparados para exercerem, com êxito, o seu trabalho em todas as comunas e em outras localidades desta municipalidade, com mais de 380 mil habitantes.

Referiu que os agentes vão passar informações aos cidadãos de como vão funcionar as assembleias de voto, ordem da votação, contagem e apuramento, fiscalização e observação eleitoral, dentro de uma mensagem de paz para o êxito do pleito eleitoral de 24 de Agosto.

A Comissão Nacional Eleitoral nos termos do artigo 107º da Constituição da República de Angola, é um órgão independente que organiza, executa, coordena e conduz os processos eleitorais, para além da mobilização de toda a logística eleitoral.

Os angolanos irão às urnas no próximo dia 24 de  Agosto, pela  quinta vez, para elegerem  o Presidente da República, o Vice-Presidente e os deputados à Assembleia Nacional. As quatro primeiras aconteceram em 1992, 2008, 2012 e 2017.

Para o próximo pleito, apresentaram candidaturas sete partidos e uma coligação de partidos políticos, nomeadamente o MPLA, UNITA, PRS, CASA-CE, FNLA, PHA, APN e P-NJANGO.

São esperados nas urnas mais de 14,399 milhões de eleitores, dos quais 22.560 no estrangeiro que vai acontecer pela primeira vez na história eleitoral em Angola.

 

 Formação ao nível do país

Por todas as províncias do país, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) abriu, oficialmente, no dia 21, a capacitação de formadores dos agentes de Educação Cívica Eleitoral que, por sua vez, vão passar a experiência aos outros nos municípios, comunas, aldeias, vilas e nas zonas mais recônditas de Angola.

Segundo a CNE, a campanha de Educação Cívica Eleitoral conta com, aproximadamente, seis mil agentes de Educação Cívica, 385 formadores provinciais e 80 nacionais, com a missão de consciencializar os cidadãos eleitores sobre o processo que antecede às Eleições Gerais, por forma a estarem convictos do que estarão a fazer.

Tem como objectivo informar os eleitores e a população, em geral, sobre as diferentes fases da campanha de Educação Cívica Eleitoral, promover a inclusão social e a participação dos eleitores na escolha do Presidente da República, do Vice-Presidente da República e dos deputados à Assembleia Nacional, além de dar a co-nhecer as datas, locais e a mesa da assembleia de voto, horário da votação, bem como fomentar o ambiente político e social de tolerância política entre os cidadãos.

A campanha vai funcionar em três fases. A primeira sobre a importância da cidadania, da democracia, dos direitos e deveres do cidadão, num Estado Democrático de Di-reito e das Eleições Gerais, em conformidade com a Constituição da República de Angola e a Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais.

Já a segunda (Educação Cívica Eleitoral) vai informar e esclarecer, sensibilizar, os cidadãos para verificarem os dados e a reconhecer a localização das assembleias e mesas de voto.

A CNE facilitará a consulta dos dados e a localização das assembleias de voto, me-diante a acção dos Agentes de Educação Cívica Eleitoral que, com o recurso a dispositivos electrónicos e outros meios auxiliares, vão percorrer os locais públicos e privados para esse efeito.

Reforçar a sensibilização dos cidadãos, promovendo actividades que apelem à participação activa e consciente dos eleitores, com mensagens para a conservação dos cartões do eleitor ou Bilhete de Identidade, o respeito à diferenciação da opinião, a tolerância política e ao exercício das liberdades individuais e cidadania, de forma responsável, consta na última fase da campanha.

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