Economia

Agência Nacional atribui 33 licenças para o ouro

Ana Paulo

Jornalista

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás registou, até ao momento, um total de 33 títulos mineiros para a exploração de ouro dos quais oito para a área de exploração e os outros 25 para prospecção, anunciou o administrador Executivo da Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM).

25/10/2021  Última atualização 08H40
© Fotografia por: DR
João Chimuco disse, em declarações ao Jornal de Angola, no âmbito do Seminário de Ouro no país, a realizar-se esta segunda-feira (25), na cidade do Lubango, província do Huíla, que o número de empresários interessados na exploração de ouro aumentou, passando dos anteriores 28 inscritos na base de dados para os actuais 33 detentores de títulos já outorgados.

O também coordenador do seminário sobre a exploração de ouro destaca o fórum da Huíla como um momento importante para o país, uma vez ser o ouro uma das commodities de produtos minerais, através do qual o Executivo pretende reforçar a estratégia de diversificação da economia.

Conforme justificou, a realização do seminário poderá ser também um momento para registarem-se novos pedidos, porquanto há um elevado interesse por parte dos especialistas da área em adquirirem os títulos.

"Temos como público-alvo os operadores mineiros, empresas que detêm títulos de prospecção e de exploração, bem como unidades superintendidas pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás", frisou.

João Chimuco afirmou, por outro lado, que no decorrer do seminário vão ser abordados aspectos relacionados à prospecção, exploração, produção e comercialização de ouro, com uma componente voltada para o acesso aos direitos mineiros.
Será um dia de reflexão para debater os problemas, buscar soluções sobre os variados assuntos ligados à cadeia do ouro no país, disse o administrador da Agência Nacional dos Recursos Minerais.


Produção

Relativamente à produção de ouro, o país regista ainda uma pequena quantidade, tendo iniciado a primeira produção em 2020 em torno de 50 quilos de ouro.

Quanto ao nível de  produção, João Chimuco esclareceu que não foi produzido ouro em grandes quantidades devido às questões relacionadas com a pandemia, pois criou restrições e fez com que as empresas então preparadas para o início da produção ficassem impossibilitadas.

Neste momento, recordou, as províncias com a actividade de exploração de ouro são a Huíla, Huambo, Cunene, Bengo, Cuanza-Norte, Cabinda e Zaire.

A primeira operação anunciada ocorreu na zona do Chipindo, na província da Huíla. Actualmente, o município concentra quatro projectos, um na fase de exploração, um prestes a iniciar e os restantes dois na fase de prospecção.

João Chimuco garantiu que nos próximos anos o país terá novas províncias inseridas nessa actividade, porque existem novos actores a solicitarem os direitos  mineiros. No ano passado, registou-se a primeira produção para exportação de ouro, feita por projectos mineiros do Chipindo, na Huíla, e o Gandavira Sambote, no Huambo. Ambos produziram os 50 quilogramas registados vendidos para os mercados da Europa e do médio Oriente.

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