Economia

Agência de notação melhora o “rating” de Moçambique

A agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) melhorou o 'rating' de Moçambique para CCC+, retirando-o da categoria de Incumprimento Financeiro ('default') e atribuindo à economia do país uma Perspectiva de Evolução Estável.

25/11/2019  Última atualização 14H27
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"O Governo de Moçambique completou uma troca de títulos de 'dívida problemática' no seguimento dessa resolução, estamos a melhorar o 'rating' para emissões em moeda estrangeira de curto e longo prazo, de SD (selective default - incumprimento financeiro selectivo), para CCC+/C e afirmamos as emissões em moeda nacional no patamar B-/B", lê-se numa nota divulgada pela agência de notação financeira.
"A Perspectiva de Evolução Estável equilibra, na nossa visão, os riscos associados aos elevados défices gémeos (orçamental e de balança comercial) com as perspectivas de melhoria no crescimento económico nos próximos 12 meses, apoiadas pelos grandes investimentos na indústria extractiva", acrescenta-se na nota que acompanha a retirada do país do 'default'.
A S&P é a terceira das três grandes agências de 'rating' a retirar Moçambique desta categoria de análise da qualidade do crédito soberano, que na prática impedia que o país tivesse acesso a financiamento internacional, dado o risco percepcionado pelos investidores estrangeiros.
"Esta melhoria reflecte a resolução, no dia 30 de Outubro, da troca de títulos de dívida problemática (distressed debt exchange, no original em inglês)", no seguimento do acordo alcançado com os credores, mediante o qual Moçambique troca os 726,5 milhões de dólares por novos títulos no valor de 900 milhões e aceita pagar uma taxa de juro maior, mas diferida no tempo.
"Ao abrigo do nosso critério, consideramos que existe um 'default' resolvido quando a troca é aceite, mesmo se os credores que não concordaram com o acordo continuam sem receber o valor em falta", argumenta a S&P.
Apesar disso, "o Governo de Moçambique ainda enfrenta uma dívida pública, acima dos 100 por cento do PIB, e tem ainda de resolver a litigância sobre a dívida detida por duas empresas públicas não financeiras", diz a S&P.

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