Economia

África tem “grande oportunidade” de investir na transição energética

O vice-presidente angolano da petrolífera chinesa Sinopec, Paulo Pizarro, considerou segunda-feira que África e Angola têm uma “grande oportunidade de investir seriamente” na transição energética e devem “ultrapassar as barreiras políticas”, procurando criar uma industrial sustentável.

18/05/2022  Última atualização 08H45
© Fotografia por: DR

Segundo o vice-presidente da Sinopec Angola, petrolífera chinesa focada na distribuição e refinação, Paulo Pizarro, há um processo de transição energética em curso "e, por outro lado, há muitas oportunidades e também muitos desafios em África”.

"Penso que a transição energética e os investimentos na transição energética é um processo longo e África não pode ficar atrasada nisto e Angola muito menos, temos que começar já a investir, temos um potencial altíssimo”, disse o responsável.

Angola "já fez um acordo com a Alemanha, em relação ao hidrogénio, e achamos que há um potencial muito grande para desenvolvermos o hidrogénio, a energia do futuro, a partir da energia solar e hídrica”.

"Temos um potencial muito grande em Angola e em África e não podemos passar pelo argumento da utilização de combustíveis fósseis, para fazermos a transição mais tarde, temos uma oportunidade de investir seriamente nesta transição energética agora, disse aos jornalistas.

Em declarações à margem da cerimónia de abertura da oitava edição do Congresso e Exposição de Petróleo Africano (CAPE VIII), que decorre em Luanda, o empresário do sector apontou "barreiras políticas”, como "alguns dos constrangimentos” que devem ser ultrapassados.

"Acho que é uma questão de se fazer um estudo, de se ultrapassar as várias barreiras, que muitas vezes são políticas, para se implementar a transição energética”, destacou. Vontade política, porque, argumentou Paulo Pizarro, "há um conceito de que a indústria petrolífera produz receitas muito altas, embora seja de uma grande complexidade é fácil fazer acordos e desenvolver a indústria extractiva em África”.

"Que no fundo é a principal fonte de receitas para muitos países africanos e é necessário ultrapassarmos isso”, notou. "Transição Energética, Desafios e Oportunidades na Indústria Africana de Petróleo e Gás” é o lema do CAPE VIII, que congrega, em Luanda, os 15 membros da APPO e mais cinco países observadores.

No congresso, promovido pela APPO, com apoio de Angola e operadores do sector, o tópico das energias renováveis "também é uma oportunidade de promover a colaboração entre os vários países africanos, entre as empresas e reguladores dos vários países, para se ultrapassar os tais obstáculos e criar-se alguma indústria sustentável”.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia