Economia

África precisa de investir em infra-estruturas

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estima que as necessidades anuais de investimento em infra-estruturas no continente africano estarão entre os 130 e os 170 mil milhões de dólares, indica um relatório divulgado pela instituição.

30/10/2019  Última atualização 13H46
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O estudo, produzido pela empresa de consultoria LBC, confirma ainda a sobreposição entre as necessidades públicas de infra-estrutura e as infra-estruturas necessárias para o arranque e operação de grandes projectos extractivos, dadas as grandes exigências de acesso à água, energia e transporte. Esta lógica, indica o documento, está reflectida no modelo esboçado em Dezembro de 2011 na Conferência de Ministros responsáveis pelos recursos naturais da União Africana.
De acordo com o relatório do BAD, o financiamento de infra-estruturas no continente africano caiu 21 por cento em 2016, devido à desvalorização, desde 2014, dos preços dos minerais e do petróleo nos mercados internacionais.
Segundo o estudo, além do acesso, adequação e custo, a qualidade das infra-estruturas é crucial para a produtividade e o crescimento económico. As infra-estruturas em África têm normalmente má qualidade e a sua manutenção é ineficiente ou inexistente.
O objectivo do estudo, re-comendado pelo Ministério da Economia e Planeamento (MEP), é indicar propostas para, de uma forma mais efectiva, apoiar o desenvolvimento das cadeias de valor. Como objecto de análise estão cinco subsectores, nomeadamente dos cimentos e pré-fabricados de betão, as cerâmicas, as rochas ornamentais e as cerâmicas de acabamentos.
De acordo com o documento do BAD, entre 2006 e 2016, 79 por cento das empresas na África Subsaariana experimentaram interrupções de energia – em média 8,6 interrupções de energia por mês, com uma duração média de 5,7 horas. Embora as estradas sejam o modo de transporte predominante, grande parte da rede rodoviária de África não é pavimentada, isolando as pessoas (especialmente na época chuvosa) do ensino básico, dos serviços de saúde e dos transportes.

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