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África do Sul está contra decisão da União Africana

O Governo sul-africano manifestou o seu desagrado com a atribuição a Israel, pela União Africana (UA), do estatuto de observador da organização continental. A posição da África do Sul está numa declaração divulgada, ontem, pelo seu Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO) e à qual a Reuters teve acesso.

30/07/2021  Última atualização 04H00
Presidente da Comissão da UA está a ser criticado por Pretória © Fotografia por: DR
No documento, o DIRCO considera que a decisão da Comissão da União Africana de conceder a Israel o estatuto de observador da organização continental é "neste contexto inexplicável”, injusta e injustificada e deixa o Governo sul-africano "horrorizado”.

Para o Governo sul-africano, com esta atitude, a UA ignora a morte de palestinianos e a destruição de infra-estruturas civis na Palestina, por Israel.

"A Comissão da União Africana tomou esta decisão unilateralmente, sem consultar os seus membros. A deliberação de outorgar a Israel o estatuto de observador é ainda mais chocante, num ano em que o povo oprimido da Palestina foi fustigado por  bombardeamentos destrutivos e pela continuação dos colonatos ilegais”, assinala a declaração do DIRCO.

Na declaração, a África do Sul diz que "enquanto Israel não estiver disposto a negociar um plano de paz sem condições prévias, não deverá ter o estatuto de observador da UA. Israel obteve, há uma semana o estatuto de observador da União Africana. O país tem relações com 46 dos Estados membros da UA, gozou do estatuto de observador junto da Organização de Unidade Africana (OUA), até 2002, altura em que a organização se tornou União Africana.

O Departamento de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul diz acreditar que as acções injustas cometidas por Israel ofendem a letra e o espírito da Carta da União Africana. "A UA encarna as aspirações de todos os africanos e reflecte a sua confiança de que pode conduzir o continente através da expressão prática dos objectivos da Carta, especialmente em questões relacionadas com a auto-determinação e descolonização”, reforça o DIRCO.

Para a África do Sul, Israel continua a ocupar ilegalmente a Palestina, desafiando completamente as suas obrigações internacionais e as resoluções relevantes da Organização das Nações Unidas.


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