Política

Aeroporto e aeródromo melhoram a mobilidade

A população da província do Bié vê resolvida parte das preocupações inerentes à mobilidade com a inauguração do Aeroporto Joaquim Capango e do aeródromo do município do Cuemba hoje.

17/10/2019  Última atualização 14H13
Mota Ambrósio | Edições Novembro © Fotografia por: Bié ganha novos serviços sociais para melhorar a mobilidade na região centro do país

A informação foi avançada ontem à imprensa pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu. Além da inauguração do aeroporto e do aeródromo, o ministro anunciou a entrega de um lote de 16 autocarros para reforçar a rede de transportes públicos municipais e intermunicipais.

Ricardo de Abreu manifestou-se confortado com o cumprimento do prazo de 24 meses estabelecido para a reconstrução e o apetrechamento do Aeroporto Joaquim Capango, comportando uma moderna aerogare com capacidade para atender 360 passageiros em hora de pico e 2.500 metros de pista, com capacidade para receber aeronaves do tipo Boeing 737.
O ministro acredita que estes dois importantes investimentos na mobilidade interna e externa do Bié terão um peso significativo na resolução das necessidades básicas ao nível da região, "caso se tenha em conta a convergência com outros activos, nomeadamente o desempenho de valências como os Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), sobretudo para a ligação com a região leste do país."
O ministro indicou que devem ser feitas em média cinco frequências semanais dos CFB entre o Cuito (Bié) e Luena (Moxico), permitindo a locomoção de cerca de 61 mil passageiros, além de significativas quantidades de bens alimentares e material de construção.

Limitações à rede rodoviária
O governante reconheceu que existem ainda limitações na rede rodoviária que inviabilizam a fluidez que se pretende para impulsionar o panorama económico da província, assim como urgem melhorias técnicas e estruturais na linha para que as composições elevem a velocidade para os 70 ou 80 quilómetros/hora.
“As locomotivas podem atingir mais velocidade, mas, por se tratar de um traçado histórico, com curvas e elevações que não permitem atingir entre 70 e 80 quilómetros/hora, há reflexos directos no número de frequências”, notou o ministro, ressalvando que "essa contrariedade não impede que as populações possam circular com regularidade e resolver as questões básicas".
Ricardo de Abreu disse que os meios empregues no sistema de transportes passam a estar sujeitos a uma componente de assistência técnica a estabelecer por parcerias público-privadas de índole empresarial, para garantir a longevidade das máquinas e equipamentos.

Criação de empregos
A dinamização do sector dos Transportes é um indutor do crescimento dos postos de trabalho, pela sua vocação de interligar os diversos sectores da economia, segundo Ricardo de Abreu.
O ministro dos Transportes reiterou o compromisso do Executivo de inserir no mercado de trabalho o maior número de cidadãos em idade activa e considerou que o sector que dirige pode jogar um papel estratégico na concretização deste objectivo.
Segundo Ricardo de Abreu, ainda não se pode falar de resultados taxativos sobre o impacto do projecto, mas tudo indica que o reforço em meios de transportes, a necessidade de assistência técnica e a possibilidade de uma mobilidade mais fluida de pessoas e bens incidirá sobre a interligação dos sectores que intervêm no mercado de trabalho.
Ricardo de Abreu sublinhou que, apesar do projecto ser lançado no Bié, vai se estender em todo o território nacional.
“A circulação interna será uma tarefa exclusiva dos governos locais, como está preceituado na actual Lei de Base dos Transporte, enquanto o Governo Central deverá ocupar-se das questões ligadas à circulação inter-provincial”, disse.
Uma das próximas metas, ao nível da capital do país, será a introdução de locomotivas no percurso entre a estação do Bungo e a Baía de Luanda, prevista para o segundo ou terceiro trimestre do próximo ano.

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