Economia

Adubos para campanha agrícola chegam ao país

Mais de trinta mil toneladas de adubo adquiridas de Marrocos, pelo Ministério da Agricultura e Florestas, para a campanha agrícola 2019/2020, começaram a ser descarregadas na segunda-feira, no Porto do Lobito, confirmou ontem ao Jornal de Angola o presidente da Associação Agropecuária de Angola.

04/09/2019  Última atualização 08H26
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Manuel Monteiro afirmou que, apesar de não cobrirem as necessidades do país, as 32 mil toneladas já permitem o arranque da campanha agrícola, que começa em Outubro. Para garantir que os agricultores acedam ao produto em tempo útil, disse, foi elaborado um programa de distribuição coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), com a intervenção do Ministério dos Transportes.
A demora na chegada do produto ao país, segundo apurou o Jornal de Angola, chegou a provocar especulação nos preços, com o saco de 50 quilos de adubo a ser comercializado por 14 mil kwanzas.
A intervir recentemente na I Feira da Batata Rena e do Milho do Bié, o director nacional da Agricultura, António Sozinho, disse que o adubo adquirido em Marrocos estava retido num dos portos daquele país, por di-ficuldades financeiras
Na ocasião, António Sozinho lembrou que existe no país, uma unidade de produção de adubo composto. "É muito pouco para as nossas necessidades, mas vamos esperar pelo arranque de outras unidades”, augurou.
Durante a apresentação do tema “Estratégia para o Au-mento da Produção de Batata Rena e do Milho em Angola”, António Sozinho reafirmou que o país beneficiará, ainda este ano, de uma fábrica de matérias agrícolas, que está a ser montada na província do Cuanza Sul.

Previsões das colheitas

Segundo previsões avançadas recentemente pelo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, José Carlos Bettencourt, na próxima campanha agrícola estarão engajadas 1,4 milhões de famílias camponesas e projecta-se uma produção de mais de 2,5 milhões de toneladas de cereais, 12 milhões de raízes e tubérculos e mais de seis milhões de toneladas de frutas.
“São projecções condicionadas a vários factores, muitos dos quais fora do domínio do homem", ressaltou José Bettencourt, que falava à im-prensa no final da 6ª reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros.
Relativamente aos subsídios dos combustíveis à agricultura e pescas, referiu que os mesmos só entrarão em vi-gor após a retirada dos subsí-dios aos combustíveis.
"Temos estado a falar com as empresas para regulariza-rem os documentos, pagarem os impostos, terem contabilidade organizada e possirem um programa de consumo de combustíveis” com vista a beneficiarem da subvenção, referiu.
“Procuramos subsidiar a agricultura para que ela seja mais competitiva e uma das formas foi subsidiar os combustíveis, porque têm um peso específico dentro do custo de produção”, disse.
O subsídio à agricultura e às pescas é de 45 por cento sobre o preço que for praticado. “As empresas que forem elegíveis receberão um cartão através do FADA, organismo do Ministério da Agricultura. Esse cartão vai permitir comprar combustível para a agricultura com uma redução de 45 por cento”, concluiu.

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