Economia

Activos da banca subiram 3,00 por cento em 2017

Os activos da banca cresceram 3,00 por cento em 2017, para 10.129.800 milhões de kwanzas, mas os resultados líquidos registaram, naquele ano, um decréscimo de 6,00 por cento, descendo para 158.910 milhões de kwanzas.

15/09/2018  Última atualização 08H00
Santos Pedro | Edições Novembro © Fotografia por: Governador do Banco Nacional de Angola (direita) admitiu início da estabilização do sector

Os números são do 13º Banca em Análise, um relatório anual produzido pela empresa internacional de consultoria Deloitte e apresentado quinta-feira em Luanda, no qual se atribuiu ao Banco de Poupança e Crédito, BPC, a liderança em activos, cifrados 1.855.500 milhões de kwanzas.
Ao BPC seguem-se os bancos de Fomento Angola, (BFA), Africano de Investimento (BAI), Millennium Atlântico (BMA) e Internacional de Comércio (BIC) na liderança do sector bancário em activos, indica o relatório.
O documento realça que os cinco maiores bancos representaram cerca de 67 por cento do total do activo do sector, com um aumento de cerca de 4,00 por cento face ao ano anterior.
“Desde a publicação do 1º Banca em Análise que constatamos que o sector bancário nacional tem observado um progressivo nível de desenvolvimento e grau de sofisticação, fruto da inovação e da qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores, que são cada vez mais exigentes num sector de elevada concorrência”, refere estudo.
Os meios electrónicos de pagamento mantêm a tendência crescente, segundo o estudo, que diz que o número de cartões Multicaixa activos com pelo menos uma operação nos últimos seis meses aumentou para 4,2 milhões em 2017 contra 3,6 milhões um ano antes.
A Deloitte explica que os cartões Multicaixa emitidos e não cancelados, que estão dentro do prazo de validade passaram para 5,9 milhões, em 2017 face aos 4,6 milhões em 2016.
Segundo o estudo apresentado, o número de Caixas Automáticas (ATM) aumentou de 2.091 em 2016 para 3.026, enquanto o de Terminais de Pagamento Automático (TPA) passou para 77.244,  contra 67.496, em 2016, representando um crescimento de 4,00 e 14 por cento respectivamente.
O Banca em Análise adiante que o número de transacções atingiu um novo recorde, com o registo de um crescimento global de 24 por cento face a 2016, fixando-se em 21 por cento para os ATM e quase 35 para os TPA.
A avaliação da Deloitte inclui a informação financeira em base individual dos bancos a operar em Angola em 2017, com a excepção do Banco Angolano de Negócios e Comércio, que para “além da indisponibilidade das respectivas demonstrações financeiras, foi intervencionado pelo BNA em Junho de 2018, encontrando-se num processo de saneamento para repôr a sua sustentabilidade financeira e operacional”.
O governador doBanco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, declarou no lançamento do relatório que o sector tende, neste semestre, a reverter a instabilidade dos últimos três anos.

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