Economia

Actividade imobiliária informal no país é dominada por mulheres

Hélder Jeremias

Jornalista

A actividade imobiliária em Angola é predominada pelo gênero feminino, apesar de a Ordem dos Arquitectos de Angola (OAA) contabilizar apenas 400 mulheres, num universo de 1633 membros inscritos, correspondente a 24, 49 por cento dos seus efectivos.

24/09/2022  Última atualização 07H55
© Fotografia por: DR

A informação foi avançada pela arquitecta urbanista, Leonilde Fialho, durante o "Fórum Mulher no Imobiliário”, realizado recentemente em Luanda pela promotora Linear Comunicações, em parceria com a Academia Bai e empresas especializadas, no qual foram aflorados os pressupostos para uma melhor inserção de mulheres naquele segmento da economia real.

Leonilde Fialho, que  também faz parte da direcção da OAA é de opinião que o número de mulheres formadas em arquitetura tende a aumentar exponencialmente nos últimos anos, em função de um a oferta maior de cursos de arquitetura nas universidades nacionais, mas defende a necessidade de maior entrega no associativismo com vista à defesa dos interesses da classe.

"O sector imobiliário abarca uma série de especialidades, mas não podemos perder de vista a necessidade de haver sempre a visão de um especialista para aferir a qualidade dos imóveis a serem transaccionados, sob pena do destinatário ser prejudicado pela falta de informação credível ou má construção ou avaliação do imóvel em referência”, disse.

 A empresária  Judite Mateus, por seu turno, frisou que, de  um tempo a esta parte, as mulheres estão mais activas, participativas e mais proactivas no ramo do imobiliário, "embora os factores endógenos ainda sejam indicadores de exclusão na sociedade”.

A responsável disse que o mercado nacional está estratificado em 50 por cento pelas especialidades de construção civil, arquitectura e engenharia civil.

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