Política

Acordo visa identificar futuras áreas de actuação

Edna Dala

Jornalista

Os governos de Angola e da República Helénica (Grécia) rubricaram, ontem, em Luanda, um Acordo de Cooperação de Consulta Política que, entre outros aspectos, vai servir para a análise e identificação de futuras cooperações.

12/01/2022  Última atualização 06H56
Nikolaos Dendias, ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia © Fotografia por: Kindala Manuel | Edições Novembro
O instrumento foi assinado pela embaixadora da Grécia em Angola residente no Congo, Calliope Douti, e pela secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, testemunhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Nikolaos Dendias.

Em declarações à imprensa depois da assinatura, Nikolaos Dendias apontou o memorando de cooperação, como o primeiro acordo rubricado entre Angola e a Grécia. Acrescentou que há um grande potencial para se desenvolver entre os dois países por terem, ainda, muito por explorar: "Somos países sem diferença e encaramos muitas coisas da mesma forma".

"A minha visita é a primeira de um ministro dos Negócios Estrangeiros a Angola. E estou aqui sob instrução do meu Primeiro-Ministro com vista a desenvolver as nossas relações", sublinhou, manifestando, também, a intenção do Governo estreitar as relações de cooperação com Angola, se "for do seu interesse" na área de formação de militares navais na Grécia por ser um país importante para a segurança em África.

África, reconheceu, é um continente com maior ritmo de crescimento populacional e económico. "Estamos aqui, também, para ajudar Angola, caso precise, junto da União Europeia e vou levar a proposta da secretária de Estado Esmeralda Mendonça, para uma relação trilateral entre Grécia, Angola e Portugal", disse.

Nikolaos Dendias recordou que a Grécia é membro observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde Julho de 2021, decisão tomada na reunião ministerial, em Luanda, presidida por Angola.

Aproveitou a oportunidade para reiterar os votos de agradecimento ao Governo angolano, em particular ao Presidente João Lourenço, pelo voto depositado na campanha a membro não Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Dendias enalteceu Angola por ter ratificado o Acordo sobre Direito Marítimo, por se tratar de uma convenção muito importante para a Grécia. "Somos uma nação preocupada com a segurança e a viagem marítima", reafirmou.

Reforçou que Angola ratificou esta convenção cinco anos antes da Grécia, pelo que está disponível a conceder todo apoio aos angolanos na formação de pessoal militar e naval.

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