Especial

Acordo abriu caminho para o fim da subjugação

Joaquim Suami

Jornalista

O nacionalista Pedro Hendrik Vaal Neto considera que os Acordos de Alvor, rubricados a 15 de Janeiro de 1974, em Portugal, tiveram um sabor à vitória para o povo angolano sobre o regime colonial português.

15/01/2022  Última atualização 08H00
© Fotografia por: DR
Hendrik Vaal Neto disse que a partir do momento da assinatura dos acordos, Portugal e os três movimentos de libertação nacional comprometeram-se em conduzir Angola ao Estado de um país livre e independente. 

Para o nacionalista angolano, com a concretização da assinatura dos Acordos de Alvor, nada podia impedir o processo aprovado pela comunidade internacional. "Era o ponto final do nosso esforço na luta de libertação nacional contra o poderio colonial que subjugava os angolanos. Para mim, foi um momento muito especial e estava aí o resultado da minha contribuição no esforço colectivo para a libertação do nosso Povo”, referiu. 

 "Conheci o sofrimento dos angolanos do interior do país, das plantações de café do Norte às de algodão, sisal e outras no Nordeste, bem como no Sul. Sabia o que sofriam os nossos irmãos nas minas da Lunda. Vivi muitas vezes, as humilhações de que eram vítimas os mais respeitáveis membros da nossa sociedade negra e luso-angolana. Os acordos de Alvor significaram para os angolanos o fim da subjugação”, afirmou. 

Segundo o nacionlaista, o Acordo de Alvor  constitui o elemento histórico para Angola e permitiu a reposição dos direitos dos explorados e a oportunidade para a criação das condições para o desenvolvimento do país e da sociedade angolana. 

"Neste todo processo, havia um aspecto interno importante, que era o da reconciliação entre os movimentos de libertação que tinham lutado em campos diferentes, mas para o mesmo objectivo. O Estado de Angola desenvolve-se segundo um processo iniciado, há séculos, estampado por eventos de ordem diversa que o põem em curso. Cada um desses eventos dá lugar a um outro processo”,

disse, referindo que o Acordo de Alvor é um desses eventos determinantes que está na base do que é o país hoje. "O processo político angolano conheceu outros eventos que, sem prejuízo dos seus aportes, o reajustaram no sentido da sua consolidação para a consecução dos objectivos gerais de Angola como Nação e Estado de Direito”, apontou, sublinhando que os angolanos não devem olhar para os Acordos de Alvor com os olhos dos anos setenta, mas considerá-los como participantes no processo que resultou no que o país é hoje, e será no futuro.

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