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ACNUR pede à Tanzânia protecção de moçambicanos

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) diz estar a acompanhar os novos relatos sobre o regresso forçado de famílias moçambicanas pelas autoridades da Tanzânia, reportou a OnuNews.

06/06/2021  Última atualização 06H35
Milhares de pessoas foram deslocadas pelo conflito armado © Fotografia por: DR
Trata-se de moçambicanos que fogem do violento conflito, na província de Cabo Delgado, entre as Forças de Defesa e Segurança e os militantes ligados ao grupo extremista Estado Islâmico.

De acordo com a agência de informação das Nações Unidas, somente em Maio, cerca de 3,8 mil moçambicanos que seguiam para a Tanzânia tiveram que retornar na fronteira em Negomano. Perante a atitude da Tanzânia, o ACNUR pediu que respeite o acesso ao asilo das pessoas que tentam salvar as suas vidas.

Os rebeldes, que atacam Cabo Delgado desde 2017, provocaram a morte de mais de duas mil pessoas, e outras 800 fugiram para zonas consideradas seguras.
A 24 de Março deste ano, os rebeldes atacaram a vila de Palma, forçando a fuga de, pelo menos, 62 mil pessoas.
A ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, disse que a crise humanitária, em Cabo Delgado está a assumir, cada vez mais, proporções complexas e pede mais apoios à comunidade internacional para fazer face à situação.

Segundo a chefe da diplomacia moçambicana, o aumento do número de deslocados, eleva, consequentemente, as necessidades de assistência às populações, em particular as necessidades alimentares.
"As populações deslocadas abandonaram os seus pertences, campos agrícolas, colheitas e rebanhos para procurar lugares seguros, o que provoca uma situação de emergência humanitária de proporções cada vez mais complexas”, frisou Macamo.

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