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Acima de 200 mil vagas disponíveis no Zaire e Uíge

A 24ª Conferência Internacional sobre VIH e SIDA, realizada sob o lema “Unir para se engajar e seguir a ciência”, contou com a participação de dez mil pessoas, no formato presencial e virtual, para debater o estada da epidemia.

11/08/2022  Última atualização 07H15
Parte frontal do ISCED do Uíge onde estão criadas as condições para o início do ano académico © Fotografia por: António Capitão | Edições Novembro

As províncias do Zaire e do Uíge têm disponíveis acima de 200 mil vagas para o próximo ano lectivo. No Zaire, por exemplo, 197 mil novos alunos, em todos os subsistemas de ensino não universitário, vão ser matriculados. O processo de inscrições e selecção teve início no passado dia 1, avançou, ontem, o director do Gabinete Provincial da Educação.

José Luís Amélia, que falava ao Jornal de Angola, à margem da cerimónia de assinatura de contratos de 342 novos professores, admitidos no último concurso público promovido pelo Ministério da Educação, em 2021, avançou que as condições para a inserção dos 197 mil alunos estão criadas. 

"Numa primeira fase foram colocados em diferentes escolas da província 169 professores. Os outros 173 professores do 13º e 6º grau, que já foram, também, inseridos no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), para o processamento dos seus ordenados, serão colocados em breve”, garantiu José Luís Amélia, acrescentando que espera-se dos novos professores maior empenho e dedicação, visando a melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem.

Assegurou que uma rede de 313 escolas, incluindo as recentemente inauguradas, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), e 4.824 professores estão prontos para o arranque das aulas, a 5 de Setembro.

Acrescentou que as matrículas decorrem em todas as escolas da região, até ao próximo dia 18. "O Ministério da Educação já disponibilizou diverso material didáctico para as escolas do ensino primário, que está a ser distribuído nos seis municípios, para garantir que o novo ano lectivo arranque com todas as condições necessárias”.

O acto que marcará a abertura do próximo ano lectivo na província do Zaire realizar-se-á no município do Kuimba.

  Novos estudantes no ISCED

OInstituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uíge tem disponíveis 960 vagas para o ingresso de novos estudantes, nos 11 cursos que a instituição vai ministrar no próximo ano académico, que começa em Setembro.

O presidente do Conselho de Direcção do ISCED/Uíge, Mona Mpanzu, disse, ontem, ao Jornal de Angola, que das vagas disponíveis 550 são para o período regular e 410 para o pós-laboral. As inscrições começaram no passado dia 1 e terminam sexta-feira.

Acrescentou que vão ser admitidos novos alunos nos cursos de Ensino Pré-escolar, Educação Primária, Ensino da Língua Francesa, Ensino da Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química.

Segundo o presidente do Conselho Directivo do ISCED/-Uíge não existem vagas para os cursos de Psicologia e de Pedagogia, por estarem em processo de descontinuidade, decorrendo, nesta altura, as defesas das monografias para os últimos finalistas. No curso de Filosofia, também em descontinuidade, aguarda-se apenas que os estudantes dos 3º e 4º anos concluam com o plano curricular, para ser, também, encerrado.

"O ISCED/Uíge ministrava, até ao ano passado, 14 cursos, mas, por razões de descontinuidade, no ano académico 2022/2023 vão funcionar apenas 11”, disse Mona Mpanzu, que anunciou a criação, em 2024, de dois novos cursos (Informática, na óptica do utilizador, e Linguística e Literatura Africana). 

O presidente do Conselho de Direcção do ISCED/Uíge lamentou a falta de professores para o normal funcionamento da instituição, sobretudo em cursos onde ainda são os assistentes com grau de licenciatura que asseguram o processo de ensino e aprendizagem. 

Mona Mpanzu defende o recrutamento de 40 ou 50 docentes catedráticos, doutores e mestres. "No curso de Filosofia, a título de exemplo, existem apenas duas professoras de nacionalidade angolana com o grau de licenciatura. Com o processo de diminuição, até 25 por cento, do número de docentes expatriados, corremos o risco de muitos estudantes estagnarem no segundo ano, pois do terceiro ao quarto apenas mestres e doutores podem leccionar”.

Kayila Silvina | Mbanza Kongo  e António Capitão | Uíge

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