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Acima de 15 mil famílias com mais água potável

Armando Sapalo | Dundo Cerca de quinze mil famílias de dez bairros da zona periférica e periurbana da cidade do Dundo, na Lunda-Norte, vão contar com mais água potável, com a entrada em funcionamento de novos sistemas de captação e distribuição, no âmbito do projecto de desenvolvimento institucional do sector (PDISA).

13/09/2019  Última atualização 08H45
DR © Fotografia por: Objectivo é fazer com que a população deixe de percorrer distâncias em busca de água

A garantia foi dada pela especialista da unidade de coordenação do projecto do Ministério da Energia e Águas, Helena Elias, durante o seminário sobre o “plano de implementação de mecanismos de resolução de reclamações”, realizada na cidade do Dundo.
Helena Elias explicou que as obras que visam aumentar a capacidade de produção e distribuição de água potável em nove cidades capitais de Angola são financiadas pelo Banco Mundial. As obras no Dundo, acrescentou, têm início previsto para Janeiro ou Fevereiro do próximo ano.
O projecto do Ministério da Energia e Águas, ainda de acordo com Helena Elias, prevê o alargamento da rede de distribuição aos aglomerados populacionais das zonas periféricas dos distritos urbanos do Dundo e do Mussungue, na capital da Lunda-Norte, bem como a abertura de quinze mil ligações domiciliárias.
Segundo Helena Elias, antes do início das obras do novo projecto de alargamento da rede de distribuição de água à capital da Lunda-Norte, existe uma série de acções sociais e ambientais preliminares que devem ser desenvolvidas pelos técnicos do ministério de tutela, em coordenação com as autoridades do Governo Provincial e da empresa pública local gestora do sistema de águas e saneamento.
O Banco Mundial, conforme alertou Helena Elias, só financia projectos que sejam ambiental e socialmente sustentáveis, dai a necessidade de exigir aos governos provinciais documentos sobre o quadro do sistema de saneamento básico das cidades, assim como as políticas de reassentamento, como condições para se avançar com as obras.
Sem adiantar os custos das obras, a especialista da unidade de coordenação do Ministério de Energia e Águas destacou que trata-se de um projecto sustentável, que vai oferecer melhorias significativas nos serviços de abastecimento de água potável aos habitantes da cidade do Dundo.
Durante o seminário, que juntou técnicos do sector das águas, autoridades tradicionais, eclesiásticas, estudantes e líderes das associações comunitárias, Helena Elias ressaltou o impacto social do projecto a nível das comunidades locais.
Entre as principais exigências tendentes a viabilização do projecto, figuram o enquadramento da legislação ambiental e laboral angolanas, metodologias de monitorização e definição de um organigrama de comunicações e responsabilidades, disse Helena Elias.
A cidade do Dundo beneficiou em 2011 da primeira fase do projecto de alargamento e expansão da rede de distribuição de água potável em zonas de maior aglomeração populacional.
As obras de reparação e aumento da capacidade abrangeram os sistemas de abastecimento de água do Mussungue, com capacidade para 7.200 metros cúbicos por dia, Cazunda, com 2.800 metros cúbicos por dia, Cabemba, com 500 metros cúbicos dia, e Cassamba, com 320 metros cúbicos por dia, para um universo de mais de 20 mil famílias.
A segunda fase do projecto começou em 2016 e consistiu na concretização de acções a nível das redes de distribuição, principalmente na instalação de mil ligações domiciliárias na cidade do Dundo e arredores.
Está igualmente concluída e em funcionamento a estação de captação de água do Luachimo, que abastece a centralidade do Mussungue.
A infra-estrutura tem 185 metros de altura, com um sistema de bombagem de 300 metros cúbicos por hora e uma capacidade de produção diária de 20 mil metros cúbicos de água.

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